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Acreditamos
ser de suma importância esclarecer alguns pontos sobre o BRASIL
IMPERIAL, a fim de que não pairem dúvidas sobre nossos
objetivos e fundamentos. Fundamos o BRASIL IMPERIAL para dar guarida
a pelo menos 7 milhões de brasileiros que votaram a favor da
Restauração do nosso Império no Plebiscito de abril
de 1993, inconstitucionalmente antecipado, e que foram abandonados pelos
movimentos monárquicos de então.
Fomos
também instados por alguns membros da Família Imperial
de ambos os lados, para através do BRASIL IMPERIAL, buscar junto
aos Chefes de cada Ramo, consenso para solucionar de vez a divisão
existente no seio dessa família, que vem se arrastando há
anos e que ainda persiste, e que foi um dos principais motivos da nossa
derrota no pleito de 1993.
É em função dessa divisão que o BRASIL IMPERIAL
não pode, e nem deseja apoiar este ou aquele príncipe,
nem este ou aquele ramo Dinástico, devendo manter-se eqüidistante
e independente desta questão para poder trabalhar, com total
isenção, na busca de um nome de consenso que seja aceito
por todos. Enquanto persistir qualquer divisão ou questionamento,
dentro da Família Imperial, ou fora dela, a alternativa monárquica
jamais poderá ser considerada como uma solução
válida para os males do País, e não terá
êxito em qualquer futura consulta que vier a ser feita a Nação.
Por questões históricas a ocupação desse
trono cabe à casa Dinástica dos Bragança, ou ao
herdeiro dinástico de D. Pedro II que "encarne as virtudes,
qualidades e os costumes do nosso povo". Povo este de uma heterogeneidade
raramente igualada por outros. Mas, se nela não encontrarmos
alguém a altura, poderemos pensar até em uma nova dinastia,
como já aconteceu, no passado, em tantas monarquias. Afinal,
o trono não é propriedade de família alguma, mas
pertence à Nação Brasileira.
O motivo dessa nossa posição é porque não
podemos ter como nosso Imperador, alguém movido por sentimentos
reacionários, excludentes, que não aceite que o mais elementar
direito do homem é o de ter sua própria crença;
que não discrimine as mulheres, os divorciados - que a lei brasileira
admite - os maçons, os rotarianos e leões, e numerosas
outras sociedades civis cujos trabalhos beneficentes são ímpares,
e que não queira, através de concordata com o Vaticano,
reimplantar a religião católica apostólica romana
como oficial, em um País hoje caracterizado pelas múltiplas
crenças religiosas. Isto seria um retrocesso inadmissível!
Em
suma, desejamos um Soberano que una o País e que não o
divida. Um Soberano preparado e que saiba usar o quarto poder, o Poder
Moderador, poder capaz de trazer estabilidade política, institucional
e social, além da revalorização do espírito
cívico, público e moral que a Nação tanto
precisa.
Estimulados pelas perspectivas de uma nova consulta a Nação
e pelo clamor de milhões de monarquistas, pelos quatro cantos
do nosso Brasil, e por membros, de ambos os lados, da nossa histórica,
e por que não heróica casa Dinástica, é
que resolvemos voltar a luta pela restauração do Império
Brasileiro, uma vez que essa luta foi abandonada pelos movimentos que
participaram, de forma ativa, durante a campanha do Plebiscito.Se desejamos
a restauração, essa só será alcançada
se houver um movimento monárquico que realmente represente todos
- e aqui enfatizamos a palavra "todos" os monarquistas.
É nessa condição que surge um movimento único
- o BRASIL IMPERIAL - para não incorrermos no mesmo erro do passado,
quando as correntes monárquicas eram atreladas a um ou outro
ramo da Família Imperial, impossilbilitando, dessa forma, qualquer
união entre os monarquistas, pois os de Petrópolis não
podiam juntar-se aos de Vassouras e vice-versa. O resultado dessa miopia
foi o desperdício de uma belíssima oportunidade, que a
princípio tinha tudo para dar certo no Plebiscito de 1993, perdida
por pura teimosia inconseqüente de um dos ramos, que se recusava
a enxergar o óbvio.
É com esse propósito que levaremos a mensagem monárquica
por todo o Brasil. Queremos criar oportunidades e condições
para a tão desejada união da Família Imperial em
torno de um único nome, que possa dar à Causa Monárquica
viabilidade como solução ao caos Republicano.
Procuraremos, também, promover uma ampla discussão sobre
o Estado brasileiro que possa resultar em uma nova consulta plebiscitária,
desta vez mais limpa e honesta: Perguntaremos se o povo quer manter
esta República, ineficiente e maléfica, ou restaurar a
dignidade como brasileiros e nação, reimplantando o Império
que tantos benefícios trouxe a País nos seus 67 anos,
período áureo de nossa História.
Saudações Monárquicas
BRASIL IMPERIAL
Diretório Nacional
Março 1995
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