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D Pedro II e os maronitas Alegres, festivos e batalhadores os cristãos maronitas libaneses estão por toda São Paulo, construindo história e mantendo acesas suas tradições há mais de 100 anos. Sua história é secular. Discípulos de São Marun - monge que habitou montanhas do Líbano, na região do Oriente Médio, por volta do século IV - os maronitas construíram forte movimento em busca da liberdade dos povos. Com uma história de trabalho e perseverança os libaneses maronitas - ligados à Igreja Católica Apostólica Romana - chegaram ao Brasil e, principalmente a São Paulo, mantendo vivas até hoje as tradições, festas, comidas e, acima de tudo, a religião. História Oprimidos na terra natal, muitos morreram em conflitos. Por volta de 1880, grande parte dos maronitas resolveu deixar o Líbano. Receberam incentivo do imperador D. Pedro II, que, em visita ao país em 1876, ofereceu a hospitalidade brasileira aos maronitas. Muitos embarcaram em navios sem saber ao certo para onde iam. Assim, milhares de libaneses chegaram ao Brasil em diferentes regiões. No início, foram grandes as dificuldades de adaptação às novas vida, cultura e língua. Mas logo os dois povos encontraram similaridades no jeito festivo e batalhador. Aos poucos, surgiu a identificação com o Brasil também no âmbito religioso, já que no País a maioria da população é seguidora do cristianismo. Aqui, os libaneses fizeram história. Munidos de perseverança e força de trabalho, alcançaram posições em diversas áreas. Tornaram-se parte da liderança política, cultural e econômica nacional. Hoje, os oito milhões de imigrantes e descendentes espalham-se por todas as regiões do País, e inseriram-se em todos os ramos de atuação. O Brasil é, de longe, a maior colônia libanesa no mundo. Os maronitas ainda mantêm as características dos monges das montanhas do Líbano. Eles seguem as tradições e costumes; comemoram as datas festivas, os santos, e vão à Igreja Maronita do Brasil onde podem congraçar e resgatar a cultura de origem. Igreja A Igreja Nossa Senhora do Líbano, localizada no bairro da Liberdade, em São Paulo, foi construída nos anos 1970. Na época, quatro padres da Ordem Libanesa Maronita exerciam serviços paroquiais em São Paulo: Basílio Azar, Francisco Nasr, Bernardo Azzi e Simon Awad. Ao chegar no Brasil, D. Francis Zavek, primeiro bispo maronita no Brasil, escolheu esta Igreja para ser sua Catedral. Depois dele, mais dois bispos administraram a Igreja Nossa Senhora do Líbano: D. João Chedid e o atual D. Joseph Mahfouz. A Igreja Nossa Senhora do Líbano, única que congrega cristãos libaneses em São Paulo realiza, atualmente, missas, casamentos e batismos, além de sediar reuniões de confraternização e eventos sociais e culturais. Tradições Os Maronitas seguem a cultura libanesa que, mais do que se imagina, está bastante espalhada pelo Brasil, e principalmente por São Paulo. As populares esfihas e quibes, muitas vezes generalizados como "comida árabe" fazem parte da culinária típica libanesa, e assim como o charuto de folha de uva, a coalhada, o tabule, entre outras e também não podem faltar à mesa Maronita, muito fiel aos costumes libaneses. Além das comidas, a alegria e animação são características marcantes nas reuniões e festas dos Maronitas, em São Paulo, que são realizadas, em sua maioria, na sede da Igreja Nossa Senhora do Líbano. Extraído da página http://www.igrejamaronita.org.br/ |