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D.
João Maria
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Faleceu no domingo, 26 de junho de 2005, no Rio de Janeiro, o príncipe Dom João Maria de Orleans e Bragança, aos 89 anos, neto da princesa Dona Isabel, a Redentora. Nasceu no dia 15 de outubro de 1916 em Boulogne-Billancourt, Haute-de-Seine, França, nos arredores de Paris. Com o fim do banimento da Família Imperial, decretado pelo presidente Epitácio Pessoa em 1921, por ocasião do centenário da Independência do Brasil, D. João Maria pisou em solo brasileiro pela primeira vez em 1925, aos 9 anos, na companhia de seus pais. Passou várias temporadas no Brasil até fixar definitivamente residência no País em 1935, no Palácio Grão-Pará, Petrópolis, uma "edícula" no fundo do antigo Palácio de Verão de Dom Pedro II, hoje Museu Imperial, devolvido pelo Governo do Brasil a Família Imperial. Pretendia D. João Maria seguir carreira na Marinha Brasileira, mas suas pretensões foram barradas pelo ditador Getúlio Vargas que não via com bons olhos um príncipe brasileiro servindo a Marinha ou o Exército. Entretanto, com a ajuda do almirante Castro e Silva, seu amigo, D. João Maria consegui ingressar na Escola de Aviação Naval, formando-se como segundo tenente em 1938. Por quase duas décadas serviu no Correio Aéreo Nacional e, durante a Segunda Guerra Mundial, patrulhando a costa brasileira além de outras missões na Amazônia e áreas de fronteiro do País. Reformando-se no posto de Coronel na então recém-formada Força Aérea Brasileira, a convite de Paulo Sampaio, fundador, ingressou na saudosa Panair do Brasil como "Embaixador Internacional" dessa gloriosa empresa. Foi durante uma de suas missões internacionais pela Panair que D. João Maria conheceu sua futura esposa, a egípcia Fátima Sherifa Chirine, membro da nobreza egípcia. Na década de 1960, com o abrupto fechamento da Panair do Brasil pelo o Governo Militar, D. João Maria, encantado com Paraty, adquiriu um casarão no cartão postal desta cidade colonial ao lado da Matriz, além de uma gleba onde se dedicou às atividades agropecuárias e na fabricação de uma aguardente premium, a Maré Alta. D. João Maria será lembrado por sua jovialidade, senso de humor e por sua verve de vida. Fez parte do Clube dos Cafajestes, um grupo formado por jovens cariocas da alta sociedade, boêmios e outros agregados que circulavam nas altas rodas sócias de São Paulo, mas principalmente do Rio de Janeiro. D. João Maria era filho dos príncipes D. Pedro Alcântara e Da. Elizabeth (nascida Condessa Dobrzensky-von-Dobrzenica). Casou-se em primeiras núpcias (dissolvido por divórcio em 1971) com Da. Fátima Sherifa Chirine (divorciada do príncipe Nabil Hassan Tousson), no dia 29 de abril de 1940 em Sintra, Portugal. Em segundas núpcias com Thereza Souza Campos (nascida Leite), viúva de Carlos Eduardo de Souza Campos, no dia 29 de abril de 1990, em Petrópolis. De seu primeiro casamento teve seu único filho e herdeiro, o príncipe Dom João Henrique (1954) casado com a princesa Da. Stella Christina (nascida Lutterbach-1958). O casal tem dois filhos: os príncipes D. João Philippe (1986) e Da. Maria Christina (1989). D. João Maria teve seu corpo cremado e suas cinzas foram depositadas em Paraty. Foram seus irmãos: |
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Missa
A Santa Missa foi celebrada às 17h do dia 4 de julho de 2005 (segunda-feira), na Igreja da Imperial Irmandade da Glória do Outeiro (Rio de Janeiro), por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. José Palmeiro Mendes OSB, Abade Emérito de Nossa Senhora do Montserrat e por Sua Reverendíssima o Senhor Pe. Sérgio Costa-Couto, Capelão da Irmandade. Requiescat in Pace |