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Parlamentarismo - Sistema de governo onde o Parlamento é o cerne da representação política de uma comunidade de cidadãos. Tem origens remotas nas antigas assembléias da Grécia Clássica e no antigo Senado da República e do Império romanos. No Parlamentarismo, a participação popular não está limitada à eleição dos membros do Legislativo, pois nos países que adotam tal regime a atuação da sociedade civil organizada conta com uma amplíssima rede de instituições (públicas e privadas) capazes de coagir os representantes dos poderes públicos, em quase todas as instâncias de governo (municipais, provinciais e nacionais). A grande ferramenta do Parlamento é a moção de desconfiança ou voto de desconfiança, que obriga o Chefe de Governo e seu Ministério (ou mesmo ministros isoladamente) à demissão. O Parlamentarismo força o Governo a uma dependência do Parlamento, sendo seus membros, inclusive, quase todos partícipes de duas esferas do Poder (Legislativo e Executivo). No Parlamentarismo, a escolha do Chefe de Governo ocorre entre os blocos políticos-partidários de maior presença no Parlamento. Em tese, o líder do partido - ou da coalizão - com o maior número de cadeiras, torna-se o Chefe de Governo e compõe o Gabinete (ministérios).
Plutocracia - É a forma corrompida da aristocracia clássica, na qual só participam das decisões do governo aqueles que pertençam à elite financeira do país, isolando o restante da esfera de decisões do governo. Nesse caso, a condição de aristocrata vem através da riqueza (tornando-se um plutocrata).

As repúblicas mercantis da Idade Moderna, em especial os Países Baixos, são tidas como exemplos de plutocracia, pois as decisões mais importantes cabiam aos grandes mercadores e acionistas das companhias de comércio (assim, só os mais ricos).

Poder Moderador - O Poder Moderador foi primeiramente citado nos pensamentos de um pensador político liberal da Suíça, Henri-Benjamim Constant de Rebecque (*1767 +1830). A sua teoria consistia em criar um quarto poder do Estado, acrescentando mais um às divisões de Montesquieu, o Pouvoir Royal ("Poder do Rei"). Esse "poder moderador" garantiria estabilidade aos outros três (Executivo, Legislativo e Judiciário), através do apaziguamento deles em caso de atritos institucionais graves. No Brasil, o Poder Moderador foi introduzido com a Constituição de 1824 e reservado ao Imperador, que acumulava também o Poder Executivo; situação que se alterou radicalmente em 1847, quando o monarca brasileiro passou a ser titular do Executivo, mas quem o exercia de fato era o Presidente do Conselho de Ministros. O Poder Moderador brasileiro - segundo o art. 101 da Constituição do Império - nomeava os Senadores eleitos através de listas tríplices, podia convocar extraordinariamente a Assembléia Geral, sancionar as resoluções e decretos da Assembléia Geral, suspender ou aprovar as resoluções das Presidências Provinciais, prorrogar ou adiar as sessões da Assembléia Geral, dissolvê-la se necessário, convocando outra em seguida, nomear e demitir ministros, suspender juízes, perdoar e moderar penas impostas aos réus e conceder anistia.
Primeiro-Ministro - Título de chefe de Governo usado nos países parlamentaristas, independente de serem monarquia ou república, como Grã Bretanha, França, Portugal, Itália, Países Baixos, Canadá etc. O primeiro-ministro é quem de fato governa o país, sem com isso ocupar a chefia de Estado, sendo ele um parlamentar que detenha a confiança da maioria do parlamento (voto de confiança). Pode ser previamente apontado pela chefia de Estado (monarca ou presidente), mas passa obrigatoriamente pela aprovação do parlamento. Normalmente o partido majoritário ou a coligação de partidos anunciam, após os resultados da eleição, quem eles defendem para o cargo de primeiro-ministro. E a chefia de Estado costuma aceitar a decisão sem maiores problemas.

Somente em raras ocasiões houve veto por parte da chefia de Estado, negando dar a chefia do governo ao político apontado pelo partido majoritário como aconteceu, por exemplo, quando a Rainha Vitória vetou o nome apontado pelo Partido Conservador e indicou Benjamim Disraeli, que também recebeu o voto de confiança do Parlamento Britânico. O veto não é só prerrogativa dos parlamentarismos em monarquias, mas nas repúblicas também. O presidente alemão Paul von Hindenburg, da República de Weimar, recusou a chancelaria a Hitler por três anos seguidos, apesar de o Partido Nacional-Socialista (nazista) apontá-lo incessantemente para o cargo da chefia de governo (chanceler).

O primeiro-ministro, para ser aceito pelo parlamento, tem que expor seu plano de governo, sendo aí aprovado por aquele. Uma vez aprovado, monta seu gabinete colocando seus ministros e dando início ao novo governo.

Sua demissão também ocorre via parlamento ou via chefia de Estado, mas sempre que perde a confiança no parlamento. Isso pode ocorrer após uma eleição na qual seu partido perde cadeiras e o novo partido majoritário, ou coligação vitoriosa, retira a confiança do parlamento nele e aponta um novo primeiro-ministro. A demissão também pode ocorrer durante o período entre eleições, no qual o parlamento venha perder a confiança que deposita no primeiro-ministro, votando a monção de desconfiança. Uma vez perdido o poder de pôr em prática seu plano de governo, demite-se ou é demitido pela chefia de Estado. Em casos extremos pode ocorrer a demissão por força da chefia de Estado, especialmente se a opinião pública do primeiro-ministro cai drasticamente (ingerência, abuso de poder, corrupção), obrigando a chefia de Estado intervir.

Outros títulos usados para a mesma função: Chanceler (Alemanha e Áustria), Grão-Vizir (Império Turco-Otomano), Secretário-Geral ou Primeiro-Secretário (ex-URSS, Cuba, China), Stadtholder (Países Baixos entre os séculos XVII e XVIII), Cônsul (Roma Antiga e primeira República Francesa), Premier (abreviação francesa do cargo), Presidente do Conselho de Ministros (no Império do Brasil entre 1847 e 1889), Ministro-Presidente (chefe de governo dos Estados federados na Alemanha).

Principado - Território administrado por um príncipe. Existe também a noção de "principado" em Teologia, como uma das categorias de danação nos infernos. Príncipe vem da palavra latina Princeps, que significa "primeiro". Os Estados principescos ocidentais datam da Idade Média. Dois deles sobrevivem até os dias de hoje: Liechtenstein e Mônaco. O primeiro é uma monarquia germânica que sobreviveu ao colapso dos Habsburg, de quem eram "súditos" (1919); o segundo é o glamouroso estado-balneário francês, onde os célebres Grimaldi - nobres genoveses de origem -, reinam há mais de 700 anos.

Existem, ainda, como forma tradicionalista de manutenção das antigas monarquias locais que precederam aos Estados Nacionais, o Principado de Astúrias, onde o titular é o herdeiro do trono espanhol, e o já citado Principado de Gales, cujo atual titular é Charles, herdeiro do trono britânico. Temos, ainda, na Europa, o pequeno estado de Andorra, na região da antiga Navarra, entre Espanha e França. Trata-se de uma semimonarquia onde "reinam" dois chefes de estado, o Presidente da República Francesa - que substituiu a figura do Rei de França - e o Bispo de Urgel (Espanha).

São consideradas "principados" as antigas monarquias hindus que foram subjugadas pelos britânicos e cujos monarcas eram chamados "rajá" e "marajá", mesmo que as expressões indiquem, respectivamente, "rei" e "grande rei". São "principados" todos os emirados árabes ainda existentes, tais como Kuwait, Katar etc.

Príncipe Imperial do Brasil - É o título do herdeiro do trono do Império do Brasil, sendo o primeiro na linha de sucessão: tanto um filho quanto um irmão ou sobrinho do Imperador reinante. O Príncipe Imperial prestava juramento perante o antigo Senado do Império quando alcançasse a idade de 14 anos. A única Princesa Imperial Regente de nossa História foi D. Isabel, filha e herdeira de D. Pedro II, que administrou o País em três ocasiões, sob esta titularidade. A lista de todos os Príncipes Imperiais do Brasil e Príncipes do Grão-Pará pode ser encontrada neste endereço: http://www.imperialereal.com/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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