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Aristocracia
- Do grego aristoi (melhores) e kratos (poder), significando
literalmente o governo dos melhores. Segundo Aristóteles, é
um governo confiado às mãos dos melhores cidadãos,
sem distinção de riqueza ou nascimento. Segundo Platão,
encerra a situação de aristoi uma condição
moral, sábia e virtuosa acima dos demais, sendo o governo dos
sábios.
A República Romana é o melhor exemplo de aristocracia, pois governavam os patrícios, cuja função estava ligada à condição financeira e por suas origens. Com a criação do Império em Roma, acopla-se ao sistema aristocrático a monarquia, fazendo gradualmente os patrícios dependentes de favores e concessões do imperador. Tal tônica manteve-se até o fim do Império Romano e chegou a impregnar o Império Franco, sob Carlos Magno. Mas, com o advento do feudalismo, o poder do monarca enfraqueceu frente ao poder dos senhores de terras, passando a condição de aristocrata pelo sangue, confundindo-se aristocracia com nobreza. O poder da aristocracia era especialmente forte e bem representado nas Cúrias Régias (algo como um conselho de nobres que assessoravam o rei, mas na verdade representavam a nobreza dona de terras) ou ainda na Dieta Imperial do Sacro Império Romano-Germânico. Nessa dieta (forma de assembléia) seu poder era ainda maior, pois era nela que se escolhia o sacro-imperador. Mas nela não participava a nobreza e sim os príncipes alemães. Com o ressurgimento das monarquias nacionais, mais tarde sob os monarcas absolutos, o poder da aristocracia foi delapidado, mantendo-se, por exemplo, como representantes do Estado Nobre nos Estados-Gerais da França, ou na Câmara dos Lordes na Inglaterra. Com a Revolução Francesa e as revoluções de 1848, as instituições aristocráticas foram varridas da Europa, mantendo-se de forma muito diminuída na Câmara dos Lordes, que partilhava de algum poder legislativo juntamente com a Câmara dos Comuns. Ou na Câmara dos Senhores na Prússia, que compartilhava com o parlamento e com o monarca o governo do Reino da Prússia. A primeira perdeu todo e qualquer poder legislativo com a reforma governamental de 1911 e a segunda foi suprimida após a queda da monarquia na Alemanha em 1918. Atualmente, só resiste à idéia de aristocrata aquele nome ligado à nobreza (na Europa, indiferentemente se em uma nação vigore uma república ou não) ou aquele nome pertencente à elite financeira de um país. Os filósofos da Grécia Clássica ainda classificam como deturpações da aristocracia a oligarquia e a plutocracia. |
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Arquiduque
- Título dos membros da milenar dinastia européia Habsburg.
O título é uma fórmula inusual de designar os
príncipes de uma família soberana, como se todos eles
fossem aptos a reinar. Subjaz na nomenclatura a ideologia habsbúrgica
de que os membros dessa dinastia - que tem origens no atual território
suíço, num velho castelo abandonado - são, todos
eles, preparados para o comando de um povo ou uma nação.
O original alemão é Erzherzog, o que indica não
se tratar de um simples Herzog ("duque") e sim de
um "arquiduque", da mesma forma como o bispo de uma diocese
enorme é um "arcebispo" e não somente "bispo".
Qualquer arquiduque, heraldicamente inclusive, é definido com
uma coroa especial, fechada, o que confirma o sobredito.
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