

|
Brasil - A Casa de Bragança Rafael Oliveira Cruz |
|
Breve História A Casa Imperial do Brasil representa a parte mais velha, contudo feminina, do ramo português da Casa de Bragança. O Reino do Brasil foi estabelecido por Dom João VI, quando era o então Regente de Portugal, no exílio, no Rio de Janeiro, durante as Guerras Napoleônicas. Após o seu retorno, relutante, para Portugal em 1821, o Brasil declarou a sua independência e proclamou o regente, seu filho e herdeiro, como Imperador, com o nome de Dom Pedro I, no dia 1 de outubro de 1822. Dom Pedro I abdicou em favor de seu filho, Dom Pedro II, e voltou a Portugal em 1831. Ele tinha herdado de seu pai aquele reino em 1826, e abdicou daquele trono em favor de sua filha, Dona Maria. Dom Pedro II foi forçado a deixar o governo por causa de um golpe militar de estado, onde o Brasil era declarado como uma república em 15 de novembro de 1889. TÍTULOS & TRATAMENTOS O Soberano: Senhor Dom (nome reinante), Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, com o tratamento de Sua Majestade Imperial. A esposa do Soberano: Senhora Dona (nome reinante), Imperatriz do Brasil, com o tratamento de Sua Majestade Imperial. O Chefe da Casa Imperial: Príncipe ou Princesa do Brasil, com o tratamento de Sua Alteza Imperial e Real. O Herdeiro Presuntivo: Príncipe (ou Princesa) Imperial do Brasil, com o tratamento de Sua Alteza Imperial. O primogênito do Herdeiro Presuntivo: Príncipe (ou Princesa) do Grão-Pará, com o tratamento de Sua Alteza Imperial. Os outros filhos do Soberano e seus descendentes da linha de sucessão: Príncipe ou Princesa do Brasil, com o tratamento de Sua Alteza. Entretanto, costumou-se usar o tratamento de Sua Alteza Imperial aos que são herdeiros imediatos do Chefe da Casa Imperial, talvez, para destacá-los dos outros príncipes da Casa que não são dinastas. Os filhos e descendentes de Dona Isabel, Princesa Imperial do Brasil, e de seu esposo, o Conde d'Eu, são reconhecidos como Príncipes e Princesas de Orleans-e-Bragança com o tratamento de Sua Alteza Real, desde 26 de abril de 1909. REGRAS DE SUCESSÃO Segundo o Artigo 117 da Carta Constitucional de 25 de março de 1824, a "descendência legítima sucederá no trono, segundo a ordem regular de primogenitura e representação, preferindo sempre a linha anterior às posteriores; na mesma linha, o grau mais próximo ao mais remoto; no mesmo grau, o sexo masculino ao feminino; no mesmo sexo, a pessoa mais velha à mais moça". ORDENS E CONDECORAÇÕES
A Ordem Imperial de Dom Pedro I: fundada pelo Imperador Dom Pedro I, no dia 16 de abril de 1826 e reformada pelo seu filho, Dom Pedro II, em 19 de outubro de 1842. O Imperador era o Grão-Mestre da ordem. Premiando em três ordens (1. Grã-Cruz - tratamento de Excelência; 2. Comendador e 3. Cavaleiro).
A Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul: fundada pelo Imperador Dom Pedro I no dia 1 de dezembro de 1822. Agraciando em 4 ordens (1. Grã-Cruz - com tratamento de Excelência, e desfrutando as honrarias de um Comandante; 2. Dignitário - com tratamento de Senhor, e gozando as honrarias de um Brigadeiro; 3. Oficial - desfrutando as honras de um Coronel; e 4. Cavaleiro - desfrutando as honras de um Capitão). Reavivada pela república com Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, em 5 de dezembro de 1932.
A Ordem da Rosa: criada pelo Imperador Dom Pedro I em 17 de outubro de 1829. O Imperador era o Grão-Mestre da ordem, e o seu Herdeiro Presuntivo era o Grã-Cruz e Grão-Dignitário. Outros Príncipes da Família Imperial recebiam a Grã-Cruz. Condecorava-se em 6 classes (1. Grã-Cruz - com tratamento de Excelência; 2. Grão-Dignitário - tratamento de Senhor; 3. Dignitário - tratamento de Senhor; 4. Comendador; 5. Oficial; e 6. Cavaleiro).
A Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo: reformulada por Dom João VI no Rio de Janeiro em 5 de julho de 1809. Conservada como ordem brasileira pelo Imperador Dom Pedro I em 20 de outubro de 1823, e reformada por Dom Pedro II em 9 de setembro de 1843 e em 7 de dezembro de 1861. O Imperador era o Grão-Mestre da ordem, e o Herdeiro Presuntivo era o Comendador-Mor. Agraciava-se em 3 classes (1. Grã-Cruz - tratamento de Excelência; 2. Comendador; e 3. Cavaleiro).
A Ordem Militar de São Bento de Avis: reformada por Dom João VI no Rio de Janeiro em 5 de julho de 1809. Conservada como ordem brasileira pelo Imperador Dom Pedro I em 20 de outubro de 1823, e reformada por Dom Pedro II em 9 de setembro de 1843 e em 7 de dezembro de 1861. O Imperador era o Grão-Mestre da ordem, e o Herdeiro Presuntivo era o Comendador-Mor. Agraciava-se em 3 classes (1. Grã-Cruz - tratamento de Excelência; 2. Comendador; e 3. Cavaleiro).
A Ordem Militar de São Tiago da Espada: reformada por Dom João VI no Rio de Janeiro em 5 de julho de 1809. Conservada como ordem brasileira pelo Imperador Dom Pedro I em 20 de outubro de 1823. O Imperador era o Grão-Mestre da ordem, e o Herdeiro Presuntivo era o Comendador-Mor. Agraciava-se em 3 classes (1. Grã-Cruz - tratamento de Excelência e limitava-se a doze destinatários; 2. Comendador; e 3. Cavaleiro). GENEALOGIA 1815-1816
S.M. a Altíssima, Sereníssima e Potentíssima Senhora Dona Maria I, pela Graça de Deus, Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, de aquém e de além mar de África, Senhora de Guiné, Senhora de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Majestade Fidelíssima; nasceu em Lisboa em 17 de dezembro de 1743, como S.A. a Sereníssima Princesa Infanta Dona Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita Joana de Bragança, Infanta de Portugal, Princesa de Bragança, filha mais velha de S.M. o Altíssimo, Sereníssimo e Potentíssimo Senhor Dom José I, pela Graça de Deus, Rei do Reino de Portugal e Algarves, de sua esposa, S.M. a Rainha Dona Mariana Vitória, filha de Sua Majestade Católica, o Sereníssimo Senhor Don Filipe V, pela Graça de Deus, Rei de Espanha e das Índias. Agraciada com os títulos de Princesa da Beira, pelo seu avô, o Rei Dom João V, em seu nascimento. Tornou-se Princesa do Brasil em 31 de julho de 1750. Sucedeu seu pai em 24 de fevereiro de 1777. Coroada em Lisboa em 13 de maio de 1777. Por causa da instabilidade mental, foi forçada a aceitar a Regência em 10 de fevereiro de 1792. Deixou Portugal com a família na ocasião da invasão francesa, em 29 de novembro de 1807. Chegou no Rio de Janeiro em 7 de março de 1808. Proclamada como Rainha de Portugal, Brasil e Algarves, em 16 de dezembro de 1815, casou-se no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, Lisboa, em 6 de julho de 1760, com seu tio, S.M. o Altíssimo, Sereníssimo e Potentíssimo Senhor Dom Pedro III, pela Graça de Deus, Rei do Reino Unido de Portugal e Algarves, de aquém e de além mar de África, Senhor de Guiné, Senhor de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Majestade Fidelíssima, Duque de Bragança, Duque de Guimarães e Duque de Barcelos, Marquês de Vila Viçosa, Conde de Barcelos, Conde de Guimarães, de Ourem, de Faria e de Neiva, e Conde de Arrayolos (nasceu em Lisboa, 5 de julho de 1717; faleceu no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, Lisboa, 5 de março de 1786, transladado para o Panteão Real do Mosteiro de São Vicente de Fora), condecorações: Cavaleiro das Ordens Militares de Cristo, São Bento de Avis, São Tiago da Espada, e da Ordem Espanhola do Tosão de Ouro, quando reinou juntamente com sua esposa, nascido S.A. o Sereníssimo Infante Dom Pedro Clemente Francisco José António de Bragança, Infante de Portugal, Príncipe de Bragança, quarto filho de S.M. o Altíssimo, Sereníssimo e Potentíssimo Senhor Dom João V, pela Graça de Deus, Rei do Reino Unido de Portugal e Algarves, e de sua esposa, S.M. a Rainha Dona Maria Ana Josefa von Habsburg, née Arquiduquesa da Áustria, Princesa Real da Hungria e da Boêmia, filha de S.M.I. Leopoldo I, Imperador do Sacro Império Romano Germânico. Ela faleceu no Convento de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Rio de Janeiro, 20 de março de 1816 (translada para a Basílica da Estrela, Lisboa), tendo em sua descendência, quatro filhos e três filhas:
1)
S.A.R. a Sereníssima Princesa Infanta Senhora Dona Maria Anna
Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas
Gabriela de Bragança, Infanta de Portugal, Princesa de Bragança
[S.A.R. a Sereníssima Princesa Senhora Doña Maria Anna,
Infanta Don Gabriel de Espanha]; nasceu no Palácio de Queluz,
Sintra, 15 de dezembro de 1768, educada privativamente; casou-se em
Lisboa, 12 de abril (por procuração) e em Aranjuez, 23
de maio de 1785 (em pessoa), com S.A.R. Don Gabriel Antonio Francisco
Javier Juan Nepomuceno José Serafin Pascual Salvador de Borbón
y Sachsen, Infante de Espanha, Príncipe de Bourbon(-Anjou) (nasceu
em Portici, 12 de maio de 1752; faleceu em San Lorenzo de Escorial,
perto de Madri, 23 de novembro de 1788, enterrado no Mausoléu
Real), Grão-Prior da Ordem dos Hospitalários de São
João de Jerusalém, Castela e Leão, Condecorações:
Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro da Espanha (1752), quarto
filho de Sua Majestade Católica, o Sereníssimo Senhor
Don Carlos III, por Graça de Deus, Rei de Espanha e das Índias
e de sua esposa, S.M. a Sereníssima Princesa Senhora Dona Maria
Amália von Sachsen, née Duquesa na Saxônia, Princesa
da Saxônia, filha mais velha de S.M. Augusto III, Rei da Polônia
e Eleitor da Saxônia. Ela faleceu em San Lorenzo de Escorial,
perto de Madri, em 2 de novembro de 1788 (enterrada no Mausoléu
Real), tendo em sua descendência, dois filhos e uma filha. 1816-1822
S.M. o Altíssimo, Sereníssimo e Potentíssimo Senhor Dom João VI, pela Graça de Deus, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, de aquém e de além mar de África, Senhor de Guiné, Senhor de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Majestade Fidelíssima; nasceu em Lisboa em 13 de maio de 1767, educado privativamente. Sucedeu seu irmão mais velho como Príncipe do Brasil e Duque de Bragança, Duque de Guimarães e Duque de Barcelos, Marquês de Vila Viçosa, Conde de Barcelos, Conde de Guimarães, de Ourem, de Faria e de Neiva, e Conde de Arrayolos, em 11 de setembro de 1788. Tornou-se Regente do Reino de Portugal e Algarves em 10 de fevereiro de 1792, e foi declarado Príncipe Regente em 15 de julho de 1799. Recriou a Ordem da Torre e da Espada em 13 de maio de 1808. Grão-Mestre das reformadas Ordens de Cristo, São Bento de Avis, São Tiago da Espada e da Torre e da Espada, a partir de 5 de julho de 1809. Grão Prior do Crato e da Ordem de São João de Jerusalém em Portugal. Fundou a Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa em 6 de fevereiro de 1818. Príncipe Regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir de 16 de dezembro de 1815. Sucedeu a sua mãe no falecimento dela, em 20 de março de 1816. Aclamado como Rei na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro de 1818. Declarou seu filho mais velho como Regente, e em 22 de abril de 1821, retornou para Portugal. Reconhecido com Imperador do Brasil, assumindo o título pelo resto da vida, 29 de agosto de 1825. Muitas vezes taxado como um incompetente, ocioso, medroso, carola e bobalhão, ele soube conduzir a Corte portuguesa para o outro lado do Atlântico, voltou para Portugal, e conservou a unidade de monarquia portuguesa. Soube se firmar no estrelato das Casas Reais Européias , principalmente ao fazer o casamento de seu filho com um membro dos Habsburgos da Áustria, sua vinda para o Brasil, transformou o destino da Colônia do Novo Mundo, em algo inigualável e inimaginável em todo o mundo. Condecorações: Cavaleiro do Tosão de Ouro da Espanha (8.5.1785), do Espírito Santo e de São Miguel da França, do Elefante da Dinamarca, da Águia Negra da Prússia, Santo André, Alexandre Nevski, e Cavaleiro de 1ª classe da Ordem de Santa Ana da Rússia, Grã-Cruz das Ordens do Leão Holandês, da Legião de Honra da França, Santo Estevão da Hungria, Leopoldo da Áustria, Carlos III (1796), São Fernando (1824) e Isabel, a Católica de Espanha (27.7.1815); casou-se em Madri em 27 de março (por procuração) e em Lisboa, em 9 de junho de 1785 (em pessoa), com S.M. a Rainha Dona Carlota Joaquina (nasceu em Aranjuez, 25 de abril de 1775; faleceu no Palácio de Queluz, Sintra, 7 de janeiro de 1830; enterrado São Vicente de Fora), criou a Nobre Ordem das Senhoras de Santa Isabel em 25 de abril de 1804; condecorações: Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa (6.2.1818), Dama da Ordem de Maria Luísa de Espanha (1792), née S.A.R. a Sereníssima Princesa Infanta Doña Carlota Joaquina Thereza Cayetana de Borbón, Infanta de Espanha, Princesa de Bourbon(-Anjou), filha mais velha de Sua Majestade Católica o Sereníssimo Senhor Don Carlos IV, Rei de Espanha e das Índias, e de sua esposa, S.M. a Sereníssima Princesa Senhora Dona Maria Luísa Teresa de Borbone, Rainha de Espanha e das Índias, segunda filha de S.A.R. o Sereníssimo Senhor Don Fillipo de Borbone, Duque de Parma, Piacenza e Guastalla, Infante de Espanha. Ele faleceu em Lisboa, 10 de março de 1826 (enterrado no Panteão Real do Mosteiro de São Vicente de Fora), tiveram na descendência, três filhos e seis filhas: 1)
S.A. o Sereníssimo Senhor Infante Dom António Francisco
de Assis de Bragança e Bourbon, Infante de Portugal, Príncipe
de Bragança, Príncipe da Beira e Duque de Barcelos; nasceu
no Palácio de Queluz, Sintra, 21 de março de 1795; educado
privativamente. Condecorações: Cavaleiro da Ordem do Tosão
de Ouro da Espanha (1795). Ele faleceu em Lisboa, em 11 de junho de
1801. Condecorações: Grão-Mestre da Ordem de São Miguel da Ala, Grã-Cruz das Ordens de Nossa Senhora de Vila Viçosa, de Santo Estevão da Hungria, do Cruzeiro do Sul do Brasil, de São Fernando, e de Carlos III de Espanha, do Espírito Santo, de São Luís, e de São Miguel de França, e de Santo André da Rússia, Cavaleiro das Ordens Militares de Nosso Senhor Jesus Cristo, de São Bento de Avis, de São Tiago da Espada e da Torre e da Espada, da Ordem do Tosão de Ouro da Espanha, além de ser Grão-Prior do Crato da Ordem de São João de Jerusalém, Condestável do Reino e Senhor da Casa do Infantado; casou-se na Capela do Castelo de Kleinheubach, Alemanha, em 24 de setembro de 1851, com S.M. a Rainha Dona Adelaide (nascida no Castelo de Kleinheubach, Alemanha, em 3 de abril de 1831; faleceu na Abadia de Santa Cecília, Ilha de Wight, Inglaterra, 16 de dezembro de 1909, enterrada no Panteão Real do Mosteiro de São Vicente de Fora), née S.A.S. a Sereníssima Princesa Adelheid Sophie Amelie Luise Johanna Leopoldine von Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, filha mais velha de S.A.S. o Príncipe Senhor Constantin, Príncipe Titular de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, e de sua esposa, S.A.S. a Princesa Senhora Marie Agnes Henriette, Princesa Consorte de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, née Princesa de Hohenlohe-Langenburg. Ele faleceu Brombach, Alemanha, em 14 de novembro de 1866 (enterrado no Panteão Real do Mosteiro de São Vicente de Fora) (sua descendência não faz parte de nosso estudo). 1) S.A. a Sereníssima Princesa Infanta Dona Maria Thereza Francisca de Assis Antonia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Izabel Gonzaga de Bragança e Bourbon, Infanta de Portugal, Princesa de Bragança [S.A.R. a Sereníssima Princesa Senhora Doña Maria Teresa, Condessa de Molina]; nasceu Palácio de Queluz, Sintra, 29 de abril de 1793, educada privativamente. Considerada Princesa da Beira de 29 de abril de 1793 a 21 de março de 1795. Condecorações: Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa (6.2.1818) e Dama da Nobre Ordem de Santa Isabel (25.4.1804) e Maria Luísa de Espanha (10.11.1801). Casou-se (primeiro) no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1810, com seu primo-irmão, o General-Almirante, S.A.R. o Sereníssimo Príncipe Senhor Don Pedro Carlos Antonio Rafael José Javier Francisco Juan Nepomuceno Tomas de Villanueva Marcos Marcelino Vicente Ferrer Raymundo Nonato Pedro de Alcántara Fernando de Borbón, Infante de Espanha, Príncipe de Bourbon(-Anjou) (nasceu em Aranjuez, 25 de abril de 1775; faleceu no Rio de Janeiro, 4 de julho de 1812), Almirante-General de Portugal (13.5.1810), Grão Prior da Ordem dos Hospitalários de São João de Jerusalém em Castela e Leão. Condecorações:
Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro da Espanha (1786), Grã-Cruz
das Ordens de Carlos III da Espanha; de Cristo, de São Bento
de Avis e da Torre e da Espada de Portugal, filho mais velho de S.A.R.
o Sereníssimo Príncipe Senhor Don Gabriel Antonio Francisco
Javier Juan Nepomuceno José Serafin Pascual Salvador de Borbón,
Infante de Espanha, Príncipe de Bourbon(-Anjou), Grão
Prior da Ordem dos Hospitalários de São João de
Jerusalém em Castela e Leão, e de sua esposa, S.A.R. a
Sereníssima Princesa Doña Mariana Victoria Josefa Francisca
Xavier de Paula Antonieta Joana Dominga de Bragança, Infanta
de Portugal, Princesa de Bragança, filha de S.M. Dona Maria I,
Rainha de Portugal e Algarves. Casou-se (segunda) em Salzburg, Áustria,
2 de fevereiro (por procuração) e em Azcoitia, 20 de outubro
de 1838 (em pessoa), com seu tio materno, viúvo de sua irmã
mais nova, S.A.R. o Sereníssimo Príncipe Senhor Don Carlos
Maria Isidro Benito de Borbón, Infante de Espanha, Príncipe
de Bourbon(-Anjou) e Conde de Molina (nasceu em Aranjuez, 29 de março
de 1788; faleceu Trieste, 10 de março de 1855), Chefe do Ramo
Carlista, com o título de Carlos V, condecorações:
Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro da Espanha e da Ordem de
São Januário das Duas Sicílias, Grã-Cruz
das Ordens Militares de Calatrava e Alcântara de Espanha, São
Fernando e do Mérito da Sicília, e da Legião de
Honra da França, e sexto filho de Sua Majestade Católica
o Sereníssimo Senhor Don Carlos IV, Rei de Espanha e das Índias,
e de sua esposa, S.M. a Sereníssima Princesa Senhora Dona Maria
Luísa Teresa de Borbone, Rainha de Espanha e das Índias,
segunda filha de S.A.R. o Sereníssimo Senhor Don Fillipo de Borbone,
Duque de Parma, Piacenza e Guastalla, Infante de Espanha. Ela faleceu
em Trieste, 17 de janeiro de 1874 (enterrado na Catedral de São
Justo), tendo em sua prole, um único filho de seu primeiro marido,
Infante de Espanha, Príncipe de Bourbon(-Anjou). 1822-1831
S.M. o Senhor Dom Pedro I, por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Majestade Imperial, nasceu no Palácio de Queluz, Sintra, em 12 de outubro de 1798, educado privativamente. Tornou-se Príncipe da Beira e Infante de Portugal em 11 de junho de 1801, e Príncipe do Brasil e Duque de Bragança, Duque de Guimarães e Duque de Barcelos, Marquês de Vila Viçosa, Conde de Barcelos, Conde de Guimarães, de Ourem, de Faria e de Neiva, e Conde de Arrayolos, em 20 de março de 1816. Nomeado Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 9 de janeiro de 1817. Nomeado Regente do Reino do Brasil, por seu pai, o Rei Dom João VI na sua partida para Portugal, em 22 de abril de 1821. Criou as Ordens Brasileiras de Cristo, de São Bento de Avis e de São Tiago da Espada. Aclamado Regente Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, em 13 de maio de 1822, e proclamou a Independência do Brasil, às margens do Rio Ipiranga, São Paulo, em 7 de setembro de 1822. Proclamado Imperador Constitucional do Brasil, no Rio de Janeiro em 12 de outubro de 1822. Coroado na Capela Imperial de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, Rio de Janeiro, em 1 de dezembro de 1822. Promulgou a Constituição do Império em 25 de março de 1825. Sucedeu seu pai como S.M. o Altíssimo, Sereníssimo e Potentíssimo Senhor Dom Pedro IV, pela Graça de Deus, Rei de Portugal e Algarves, de aquém e de além mar de África, Senhor de Guiné, Senhor de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Majestade Fidelíssima, em 10 de março, mas abdicou em favor de sua filha mais velha, em 29 de abril de 1826. Abdicou ao Trono Imperial Brasileiro em favor de seu único filho varão, em 7 de abril de 1831. Regente de Portugal, durante a menoridade de sua filha, a Rainha Dona Maria II, em 1834. Consolidou a Independência brasileira, mas isso também levou ao seu desgaste, talvez iniciado por ter outorgado a Constituição, mas segundo juristas renomados, foi a melhor o Brasil já teve. Seu reinado no Brasil foi turbulento, mas depois de ter abdicado e ido para a Europa, foi aclamado, principalmente na França, por ter sido um príncipe que garantiu o constitucionalismo no Brasil e em Portugal. Fundou as Ordens do Cruzeiro do Sul (1.12.1822), de Pedro I (16.4.1826) e da Rosa (17.10.1829). Condecorações: Grã-Cruz das Ordens da Torre e da Espada, por Valor, Liderança e Mérito (20.12.1834), e de Nossa Senhora de Vila Viçosa (6.2.1818), Cavaleiro das Ordens do Tosão de Ouro da Espanha (8.11.1801), de São Humberto da Baviera, Grã-Cruz das Ordens do Leão Holandês (20.9.1825), Carlos III (8.11.1801) e de Isabel, a Católica de Espanha (27.7.1815), de Santo Estevão da Hungria, e de São Miguel da Baviera; casou-se (primeiro), em Viena, em 13 de maio (por procuração), e na Capela Real de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1817 (em pessoa), com S.M. Dona Maria Leopoldina, Imperatriz do Brasil, Rainha de Portugal (nasceu em Viena, 22 de janeiro de 1797; faleceu Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1826; enterrada na Capela Imperial do Monumento à Independência, Ipiranga, São Paulo), Coroada juntamente com seu marido no Rio de Janeiro, em 1 de dezembro de 1822, Dama das Ordens de Pedro I, do Cruzeiro do Sul e da Rosa do Brasil, Grã-Cruz das Ordens de Santa Isabel da Baviera da Baviera e da Cruz Estrelada da Áustria, née S.A.I.R. Arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Karolina von Habsburg-Lothringen, Arquiduquesa e Princesa Imperial da Áustria, Princesa Real da Hungria e da Boêmia, Princesa Ducal de Lorena e de Bar, Princesa de Habsburgo-Lorena, quinta filha de S.M.I. Franz I, Imperador da Áustria, Rei da Hungria e da Boêmia, e de sua segunda esposa, S.M.I. Imperatriz Maria Tereza, filha mais velha de S.M. Ferdinando I, Rei das Duas Sicílias. Casou-se (segunda) em Munique, Baviera, em 2 de agosto (por procuração) e no Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1829 (em pessoa), com S.M. Dona Amélia, Imperatriz do Brasil (nasceu em Milão, Itália, 31 de julho de 1812; falecida em Lisboa, Portugal, 26 de janeiro de 1873, enterrada na Capela Imperial do Monumento à Independência, Ipiranga, São Paulo), condecorações: Dama das Ordens de Santa Isabel de Portugal, Santa Isabel e Santa Teresa da Baviera, née S.A. Princesa Amélie Auguste Eugènie Napoleona von Beauharnais, Princesa de Eichstädt, Princesa de Leuchtemberg, Duquesa de Leuchtemberg, terceira filha de S.A.R. Eugène Rose Napoléon de Beauharnais, Duque de Leuchtemberg e Príncipe de Eichstädt, por algum tempo, Vice-Rei da Itália, Chanceler do Império Francês, e de sua esposa, S.A.R. a Princesa Augusta Amalia Ludovika Georgia, Duquesa de Leuchtemberg, filha mais velha de S.M. Maximiliano I, Rei da Baviera. Ele faleceu no Palácio de Queluz, Sintra, no mesmo quarto onde havia nascido, em 24 de setembro de 1834 (enterrado no Mosteiro de São Vicente de Fora, transladado para a Capela Imperial do Monumento à Independência, Ipiranga, São Paulo), tendo em sua descendência, três filhos e cinco filhas: 1)
S.A. o Sereníssimo Infante Senhor Dom Miguel Rafael Gabriel Gonzaga
de Bragança e Habsburg-Lothringen, Infante de Portugal, Príncipe
de Bragança, Príncipe da Beira e Duque de Barcelos; nasceu
e faleceu no Rio de Janeiro, em 24 de abril de 1820. 1) S.A. a Sereníssima Princesa Infanta Dona Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina Isadora da Cruz Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Habsburg-Lothringen, que sucedeu a seu pai como, S.M. a Altíssima, Sereníssima e Potentíssima Senhora Dona Maria II, pela Graça de Deus, Rainha de Portugal e Algarves, de aquém e de além mar de África, Senhora de Guiné, Senhora de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Majestade Fidelíssima; nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, em 4 de abril de 1819; educada privativamente. Sucedeu seu pai como, Princesa Real de Portugal e 17ª Duquesa de Bragança, Duquesa de Guimarães e Duquesa de Barcelos, Marquesa de Vila Viçosa, Condessa de Barcelos, Condessa de Guimarães, de Ourem, de Faria e de Neiva, e Condessa de Arrayolos, em 10 de março de 1826. Grã-Mestra das Ordens Reais de Nossa Senhora de Vila Viçosa, de Nosso Senhor Jesus Cristo, de São Tiago da Espada, do Valor, Honra e Lealdade da Torre e da Espada, de São Bento de Avis e de Santa Isabel de Portugal, Dama das Ordens da Cruz Estrelada da Áustria, de Santa Catarina da Rússia e de Maria Luísa de Espanha. Sucedeu a seu pai na renúncia dele, em 2 de maio de 1826, foi também, 1ª Duquesa do Porto, Duquesa Titular Consorte de Leuchtemberg, Duquesa Consorte de Santa Cruz e Princesa Titular Consorte de Eichstädt, por seu primeiro casamento, Princesa de Saxe-Coburgo-Gotha e Duquesa na Saxônia, por seu segundo casamento. Seguiu-se a Regência de seu tio e futuro marido, D. Miguel, entretanto ele a remeteu ao Rio de Janeiro, e tomou a coroa dela, em 23 de junho de 1828, quando se proclama rei. Seu pai recuperou o trono para ela em 26 de maio de 1834. Aclamada Rainha no Palácio de São Bento, Lisboa, em 24 de setembro de 1834; casou-se em (primeiras núpcias) na Catedral da Sé de Santa Maria Maior de Lisboa, em 26 de janeiro de 1835, com S.A.S. o Príncipe Senhor August Karl Eugen Napoleon, Príncipe-Consorte de Portugal, Duque de Leuchtemberg, Príncipe de Eichstädt, Duque de Santa Cruz (nascido em Milão, Itália, em 9 de dezembro de 1810; faleceu em Lisboa, em 28 de março de 1835; enterrado no Panteão Real do Mosteiro de São Vicente de Fora); condecorações:. Casou-se em segundas núpcias na Catedral da Sé de Santa Maria Maior de Lisboa, em 9 de abril de 1836, com S.M. o Altíssimo, Sereníssimo e Potentíssimo Senhor Dom Fernando II, pela Graça de Deus, Rei Consorte de Portugal e Algarves, de aquém e de além mar de África, Senhor de Guiné, Senhor de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, Majestade Fidelíssima, nascido S.A.D. o Príncipe Senhor Ferdinand August Franz Anton, Príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha, Duque na Saxônia (nascido em Coburgo, Alemanha, em 29 de outubro de 1816; falecido no Palácio de Nossa Senhora das Necessidades, Lisboa, em 15 de dezembro de 1885; enterrado no Panteão Real do Mosteiro de São Vicente de Fora), filho primogênito de S.A.D. o Príncipe Senhor Ferdinand Georg August, Príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha, Duque na Saxônia, e de sua esposa, a Princesa Antonie Marie Gabriele, née Princesa de Kohary, única filha de Franz Ferdinand, Príncipe de Kohary, Senhor de Casabrag e de outras terras da Hungria; educado: privativamente. Marechal de Exército do Reino de Portugal, Coronel Honorário do 5º Batalhão de Caçadores, Presidente da Academia Real das Ciências, Presidente do Real Conservatório de Lisboa, Conselheiro do Reino de Portugal e Regente do Reino por três vezes. Condecorações:
Grã-Cruz das Ordens Reais de Nossa Senhora de Vila Viçosa,
de São Tiago da Espada, de São Bento de Avis, de Nosso
Senhor Jesus Cristo, do Valor, da Torre e da Espada por Valor, Liderança
e Lealdade, da Ordem de Ernestino Pio de Saxe-Coburgo-Gotha, de Santo
Estevão da Hungria, do Cruzeiro do Sul, de Dom Pedro I e da Rosa
do Brasil, de Leopoldo da Bélgica, da Coroa e de Frederico Augusto
da Saxônia, da Águia Vermelha e da Águia Negra da
Prússia, de Santo Alexandre Nevsky, de Santo André, de
Santa Ana e da Águia Branca da Rússia, da Legião
de Honra da França, do Elefante da Dinamarca, do Leão
Holandês dos Países Baixos, do Serafim da Suécia
e de São Fernando das Duas Sicílias. Cavaleiro da Ordem
do Tosão de Ouro da Espanha e da Santíssima Anunciada
da Sardenha. Ela faleceu no Palácio de Nossa Senhora das Necessidades,
Lisboa, em 15 de novembro de 1853 (enterrada no Panteão Real
do Mosteiro de São Vicente de Fora) (sua descendência não
faz parte de nosso estudo). O Imperador Dom Pedro I, também teve um filho com Clémence Saisset: 4) Senhor Dom Pedro de Alcântara Brasileiro de Bragança, nasceu no Rio de Janeiro, em 1821, e faleceu ainda criança. O Imperador ainda teve filho com S.E. Senhora Dona Domitila de Castro do Canto e Mello, 1ª Marquesa de Santos e Grande do Império (12/10/1826) e Viscondessa de Castro (12/10/1825) (nasceu São Paulo, em 27 de dezembro de 1797; casou-se em primeiras núpcias, em 13 de janeiro de 1813 (div. 21 de maio de 1824) Senhor Alferes Dom Felício Pinto Coelho de Mendonça, e em segundas núpcias, com o Senhor Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, e faleceu em 3 de novembro de 1867), filha do Coronel Senhor Dom João de Castro Canto e Mello, 1º Visconde de Castro (filho de Dona Inês de Castro, algumas vezes dama do Rei Dom Pedro III de Portugal), e de sua esposa Dona Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas: 5) Senhor Dom Pedro de Alcântara Brasileiro de Bragança; nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de dezembro de 1825. Ele faleceu na mesma cidade, em março de 1826. 6)
S.A. Senhora Dona Isabel Maria de Alcântara Brasileira de Bragança,
Duquesa de Goiás; nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de maio de
1824; educado privativamente. Legitimada em 24 de maio de 1826 e agraciada
com o título de Duquesa de Goiás, com o tratamento de
Sua Alteza, em 4 de julho de 1826; casou-se em Munique, Baviera, em
17 de abril de 1843, com Ernest Joseph Johann Fischler, Conde de Treuberg
(nasceu em Holzen, perto de Donauwörth, em 1 de junho de 1810;
faleceu Idem, em 14 de maio de 1867), Membro da Corte do Rei da Saxônia,
filho de Franz Xavier Nikolaus Fischler, Conde de Treuberg, e de sua
esposa, Condessa Marie Crescentie, filha mais nova de S.A.S. Karl Friederich,
príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen. Ela faleceu em Murnau,
Alta Baviera, em 13 de novembro de 1898, tendo em sua descendência,
dois filhos e duas filhas. 1831-1891
S.M. o Senhor Dom Pedro II, por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Majestade Imperial. Nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, em 2 de dezembro de 1825, educado privativamente. Sucedeu na abdicação de seu pai, em 7 de abril de 1831. Reinou sob um Conselho Regencial até quando foi declarado maior, em 23 de julho de 1840. Coroado na Capela Imperial de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, Rio de Janeiro, em 18 de julho de 1841. Grão-Mestre das Ordens de Pedro I, do Cruzeiro do Sul e da Rosa. Estabeleceu as Ordens Militares de Cristo, de São Bento de Avis e de São Tiago da Espada no Brasil em 9 de setembro de 1843. Deposto por um golpe de estado militar e enviado ao exílio em 15 de novembro de 1889. Poeta, pintor, lingüista e cientista. Um príncipe devotado com o bem-estar de seu povo e talvez, a única pessoa no Brasil que não se interessava em intrigas palacianas e políticas, distribuição de favores, compromissos e assuntos semelhantes. Nenhum monarca desceu do trono com tanta dignidade e moral tão elevada quanto Pedro II. Foi um soberano inatacável, cultivava o direito, a justiça e a tolerância como pontos básicos de seu governo. Recusou uma pensão que a República lhe oferecera, jamais acusou aos que o traíam e nunca, no exílio, deixou um só momento de interessar-se pelos problemas da pátria distante. Protetor das artes e das letras, fomentador da imigração, difusor da instrução pública, amigo do progresso, Pedro II ainda hoje merece o respeito e a admiração dos brasileiros. Condecorações: Cavaleiro das Ordens do Tosão de Ouro da Espanha (1835), da Anunciação da Itália, do Elefante da Dinamarca, de Serafim da Suécia (11.6.1844), da Águia Negra da Prússia, de São Januário das Duas Sicílias, de Santo André, o Primeiro Escolhido, de Alexandre Nevski, da Águia Branca, de 1ª Classe de Santa Ana e de Santo Estanislau da Rússia, Grã-Cruz das Ordens de Santo Estevão da Hungria, de Leopoldo da Bélgica (mil.), da Águia Vermelha da Prússia, da Estrela da Romênia, de São Fernando e Mérito da Sicília, da Legião de Honra da França, do Redentor da Grécia, do Leão Holandês (21.10.1844), do Santo Sepulcro do Vaticano, da Ordem da Casa Ducal Saxe-Ernestina, da Ordem Constantiniana de São Jorge de Parma, da Torre e Espada por Valor, Liderança e Mérito e de Nossa Senhora de Vila Viçosa de Portugal, da Estrela do Norte da Suécia, da Ordem de Malta e da Ordem de Nobreza (Nishan-i-Majidieh) de 1ª Classe em brilhantes da Turquia; casou-se em Nápoles, Itália, em 30 de maio (por procuração) e na Capela Imperial de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1843 (em pessoa), com S.M. Senhora Dona Teresa Cristina Maria, Imperatriz do Brasil (nasceu em Nápoles, em 14 de março de 1822; faleceu na Cidade do Porto, Portugal, em 28 de dezembro de 1889; enterrada em São Vicente de Fora, e transladada para o Mausoléu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis, em 1959), condecorações: Dama das Ordens da Cruz Estrelada da Áustria, de Santa Isabel de Portugal, de Maria Luísa de Espanha, de Santa Isabel da Baviera, Grã-Cruz da Ordem do Santo Sepulcro do Vaticano e Dama de Honra e Devoção da Soberana Ordem de Malta, née S.A.R. Dona Teresa Cristina Maria Giuseppa Gasparre Baltassare Melchiorre Gennara Rosalia Lucia Francesca d'Assisi Elisabetta Francesca di Padova Donata Bonosa Andrea d'Avelino Rita Liutgarda Geltruda Venancia Taddea Spiridione Rocca Matilde di Borbone, Princesa Real das Duas Sicílias, Princesa de Bourbon(-Anjou), filha mais nova de S.M. Dom Francesco I, Rei das Duas Sicílias e de Jerusalém, Duque de Parma, de Plaisance e de Castro, Grão-Príncipe Hereditário da Toscana, e de sua segunda esposa, S.M. a Rainha Dona Maria Isabella, née Infanta de Espanha, Princesa de Bourbon(-Anjou), quinta filha de S.M. Carlos IV, Rei de Espanha. Ele faleceu em Paris, França, em 5 de dezembro de 1891 (enterrado em São Vicente de Fora, e transladado para o Mausoléu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis em 1959), tendo em sua descendência dois filhos e duas filhas: 1)
S.A.I. Príncipe Senhor Dom Affonso Pedro de Alcântara Cristiano
Leopoldo Filipe Eugenio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança
e Borbone, Príncipe do Brasil, Príncipe de Bragança,
Príncipe Imperial do Brasil; nasceu no Palácio de São
Cristóvão, Rio de Janeiro, em 23 de fevereiro de 1845.
Ele faleceu na mesma cidade, em 11 de junho de 1847. 1)
S.A.I. Princesa Senhora Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela
Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Borbone, Princesa do Brasil,
Princesa de Bragança, Princesa Imperial do Brasil - que se segue. 1891-1921
S.A.I. Princesa Senhora Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, Princesa Imperial do Brasil, de jure S.M. a Senhora Dona Isabel I, por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil, Majestade Imperial; nasceu no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1846, filha mais velha e herdeira de S.M. Senhor Dom Pedro II, Imperador do Brasil, e de sua esposa, S.M. a Imperatriz Dona Teresa Cristina Maria, educada privativamente. Herdeira Presuntiva com o título de Princesa Imperial do Brasil e o tratamento de Sua Alteza Imperial, de 11 de junho de 1847 a 19 de julho de 1848, e de 10 de janeiro de 1850 a 9 de dezembro de 1891. Regente do Império, de 25 de maio de 1871-31 de março de 1872, de 20 de março-28 de setembro de 1876, e de 30 de junho de 1887-22 de agosto de 1888, quando assinou a lei que abolia a escravidão, em 13 de maio de 1888, que livrou 700.000 almas da exploração e recebeu seu epíteto de A Redentora. Na sua primeira regência, a princesa era uma novata e preferia deixar o serviço do governo para o visconde do Rio Branco. A combinação das circunstâncias pessoais com as públicas, durante a segunda regência, em 1877 e 1878, tornou-lhe muito difícil, senão impossível, empenhar-se em promover mudança e aprimoramento. Agora, em 1888, os problemas enfrentados por qualquer um (monarca ou presidente) que governasse o Brasil eram formidáveis a ponto de desafiar a capacidade do mais experimentado governante homem. Não chegou a exercer a Chefia de Estado do Império, pois, a quartelada de 15 de novembro de 1889, a impediu. Passou a viver no exílio. Sucedeu seu pai como Chefe da Casa Imperial do Brasil e como Grã-Mestra das Ordens Imperiais de Dom Pedro I, do Cruzeiro do Sul e da Rosa, em 5 de dezembro de 1891. Condecorações: Grã-Cruz das Ordens de Cristo, de São Bento de Avis e de São Tiago da Espada do Brasil, Dama das Ordens de Santa Isabel de Portugal, da Cruz Estrelada da Áustria e de Maria Luísa de Espanha, Dama de Justiça da Soberana Ordem Militar de Malta, e recebeu de Leão XIII, a Rosa de Ouro; casou-se na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, Rio de Janeiro,em 15 de outubro de 1864, com S.A.R. o Marechal Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston d'Orleans, Príncipe de Orleans, Conde d'Eu, de jure uxoris, Príncipe Imperial Consorte do Brasil, de 15 de outubro de 1864 a 9 de dezembro de 1891, e depois, S.M. o Senhor D. Gastão, Imperador Consorte do Brasil, Majestade Imperial; com a Declaração de Bruxelas, assinada em 29 de abril de 1909, passou a ser conhecido como 1º Príncipe Titular da Casa de Orleans-e-Bragança, (nasceu em Neuilly-sur-Seine, França, em 28 de abril de 1842; faleceu em alto-mar, a bordo do Massilia, quando retornava ao Brasil para a comemoração do centenário da Independência, em 28 de agosto de 1922, enterrado no Mausoléu dos Orleans, Capela Real de São Luís, Dreux, França, e transladado para o Mausoléu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis em 1971), educado Colégio de Oficiais de Artilharia, Segóvia, Comandante do 18º Regimento de Cavalaria ("Caçadores de Albuera"), do Exército Real da Espanha (22/12/1859), serviu na Guerra Hispano-Marroquina 1859-1860, transformado em 19º Regimento de Cavalaria ("Princesa de Hússares" 11/1/1860), promovido a Tenente, em 24/3/1860; promovido a Capitão de Cavalaria 6/4/1863; Tenente do 5º Regimento de Artilharia, 7/4/1863, transformado em 3º Regimento de Artilharia, 29/8/1864; afastou-se em 26/11/1863, nomeado pelo serviço Brasileiro como Marechal do Exército, 15/10/1864, Comandante-General de Artilharia, 19/11/1865, Conselheiro de Estado, 6/7/1870 até 15/11/1889, serviu nas Campanhas no Uruguai (1865-1866), e Comandante-em-Campo na Campanha do Paraguai (22/3/1869-15/3/1870); condecorações: Grã-Cruz das Ordens de Pedro I (15.10.1865), do Cruzeiro do Sul (2.9.1864), e da Rosa (15.10.1865), e das Ordens Militares de Cristo (15.10.1865), de São Bento de Avis (15.10.1864), e de São Tiago da Espada (15.10.1864), a Medalha do Mérito Militar (20.2.1869), e as medalhas das Campanhas de Brasil no Paraguai e Uruguai, Cavaleiro das Ordens do Tosão de Ouro da Espanha (1881), e de São Humberto da Baviera (1868), Grã-Cruz das Ordens da Casa Ducal Saxe-Ernestina (1865), e das Ordens de Carlos III da Espanha (4.1.1865), e da Torre e Espada por Valor, Lealdade e Mérito (25.1.1865) e das Ordens Militares Unidas de Cristo e São Bento de Avis (3.7.1865) de Portugal, da Ordem Real Húngara de Santo Estevão (1865), da Ordem da Águia Mexicana (10.3.1865), de Leopoldo da Bélgica (mil.) (3.2.1868), da Legião de Honra da França (1879), e do Sol Nascente do Japão, Cavaleiro de 1ª Classe da Ordem de São Fernando (6.2.1860) e da Medalha da Guerra Africana (12.2.1861) da Espanha, primogênito de S.A.R. o Tenente-General Príncipe Louis Charles Philippe Raphael d'Orléans, Duque de Nemours, e de sua esposa, S.A.R. a princesa Viktória Franziska Anttonia Julianna Ludwiga, Duquesa de Nemours, née Princesa de Saxe-Coburgo-Gotha, Duquesa na Saxônia, única filha de S.A.D. o General de Cavalaria, Duque Ferdinand Georg August de Saxe. Ela faleceu no Castelo d'Eu, em 14 de novembro de 1921 (enterrada no Mausoléu dos Orléans, Capela Real de São Luís, Dreux, França; transladada para o Mausoléu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis, em 12 de maio de 1971), tendo em sua descendência, três filhos e uma filha (reconhecidos como Príncipes e Princesa de Orleans-e-Bragança): 1) S.A.I.R. Príncipe Senhor Dom Pedro de Alcântara Luiz Philippe Maria Gastão Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança, Príncipe do Brasil, nasceu no Palácio da Princesa, Petrópolis, em 15 de outubro de 1875; educado privativamente. Renunciou a todos os seus direitos ao Trono Imperial do Brasil, por si e por sua futura descendência, em Cannes, França, em 30 de outubro de 1908. Tratado como Príncipe do Grão-Pará, de 15 de outubro de 1875 a 9 de dezembro de 1891, e de 9 de dezembro de 1891 a 30 de outubro de 1908, como Príncipe Imperial do Brasil, de 29 de abril de 1908 a 28 de agosto de 1922, foi Príncipe Hereditário de Orleans-e-Bragança, e a partir de 28 de agosto de 1909, foi Príncipe Titular de Orleans-e-Bragança. Comandou tropas do Exército Austro-Húngaro como Tenente do 4º Regimento de Uhlans "do Imperador", Capitão (de reserva). Condecorações: Grã-Cruz das Ordens de Pedro I, do Cruzeiro do Sul e da Rosa do Brasil, e de 1ª Classe da Ordem do Sol Nascente do Japão; casou-se em Versalhes, França, em 14 de novembro de 1908, com S.E. Maria Elisabeth Adelheid Theresia Dobrzensky-von-Dobrzenicz und Kottulinsky-von-Kottulin-und-Krzischkowitz, Baronesa, depois, Condessa de Dobrzensky de Dobrzenicz [S.A.R. Senhora Dona Maria Elisabeth, Princesa Titular Consorte de Orléans-e-Bragança] (nascida em Chötebor, Boêmia, em 7 de dezembro de 1875; faleceu em Sintra, Portugal, em 11 de junho de 1951), condecorações: Dama da Ordem da Cruz Estrelada da Áustria, filha de S.E. Johann Wenzel, Barão, depois, Conde de Dobrzensky de Dobrzenicz, Senhor de Chötebor e Par do Reino da Boêmia, e de sua esposa, S.E. a Condessa Alsbietta, filha mais velha de S.E. Josef, Barão de Kottulin, Krzizkowitz e Dobrzenicz. Ele faleceu no Palácio do Grão-Pará, Petrópolis, em 29 de janeiro de 1940 (enterrado no Mausoléu Imperial, Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis), tendo em sua descendência, dois filhos e três filhas: 1) S.A.R. Príncipe Senhor Dom Pedro de Alcântara Gastão João Maria Felipe Lourenço Humberto Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky-von-Dobrzenicz, Príncipe de Orleans e Bragança [Dom Pedro Gastão], nasceu no Castelo d'Eu, França, em 19 de fevereiro de 1913, educado privativamente. Nunca aceitou a renúncia de seu pai, declarando-se como Chefe da Casa Imperial do Brasil e Grão-Mestre das Ordens Imperiais do Brasil (1946), entretanto, a maioria dos monarquistas e das Casas Reais, não o reconhecem como tal. Foi de 28 de agosto de 1922 a 29 de janeiro de 1940, Príncipe Hereditário de Orleans-e-Bragança, e é desde 29 de janeiro de 1940, Príncipe Titular de Orleans-e-Bragança. Condecorações: Cavaleiro das Ordens de São Januário da Sicília (1960), Grã-Cruz das Ordens de Cristo de Portugal e do Redentor da Grécia, Bailio Grã-Cruz de Justiça da Ordem Constantiniana de São Jorge das Duas Sicílias e da Soberana Ordem de Malta (1966) e da Real Maestria de Cavalaria de Sevilha; casou-se na Catedral de Santa Maria da Sede, Sevilha, Espanha, em 18 de dezembro de 1944, com S.A.R. Senhora Dona Maria de la Esperanza Amália Raniera de Bourbon, Princesa Titular Consorte de Orléans-e-Bragança (nascida em Madri, Espanha, em 14 de junho de 1914; faleceu no Palácio de Villamanrique de la Condesa, Sevilha, Espanha, em 8 de agosto de 2005, enterrada na Capela do Tabernáculo, Igreja de Santa Maria Madalena), née Infanta de Espanha, Princesa de Borbón, Princesa de Bourbon-Sicília, educada no Colegio de las Irlandesas de Castilleja de la Cuesta, condecorações: Dama Grã-Cruz de Justiça da Ordem Constantiniana de São Jorge, quarta filha de S.A.R. Capitão-General, o Sereníssimo Príncipe Senhor Dom Carlos Maria Francisco d'Asissi Pascuale Fernando António de Padova Francisco de Paola Alfonso Andrea Avelino Tancredo di Borbone, Infante de Espanha, Príncipe de Borbón, Príncipe de Bourbon-Sicília, e de sua segunda esposa, S.A.R. a Sereníssima Princesa Senhora Dona Louise, née Princesa de Orléans, Princesa de França, Filha de França, quarta filha de S.A.R. o Príncipe Louis Philippe Albert d'Orleans, Conde de Paris, Chefe da Casa Real da França. Ele teve em sua descendência, quatro filhos e duas filhas: 1) S.A.R. Príncipe Senhor Dom Pedro de Alcântara Carlos Maria João Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga, Príncipe de Orleans-e-Bragança e Bourbon [Dom Pedro Carlos], nasceu no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1945, formado como Agente Real de Estado, em Sevilha, condecorações: Grã-Cruz das Ordens de Pedro I, da Rosa e de Cristo do Brasil, e da Ordem Constantiniana de São Jorge, é Príncipe Hereditário de Orleans-e-Bragança, desde 31 de outubro de 1945; casou-se (primeiras núpcias), em Petrópolis, em 2 de setembro de 1975, com a Senhora Dona Rony de Orleans e Bragança (nascida em São Paulo, em 20 de março de 1938; faleceu em Petrópolis, em 14 de janeiro de 1979), née Srta. Rony de Souza Kuhn, filha de Alfredo Kuhn, e de sua esposa, Maria da Graça Mercedes, née de Souza. Casou-se (segundas núpcias), na Fazenda São Geraldo, Paraíba do Sul (SP), em 16 de julho de 1981, com a Senhora Dona Patrícia de Orleans e Bragança (nascida em Petrópolis, em 22 de novembro de 1964), née Patrícia Alexandra Brascombe, filha de Frank Brascombe, e de sua esposa, Maria, née Braumeyer. Ele tem em sua descendência, dois filhos, sendo um de cada esposa. 1)
S.A.R. o Príncipe Senhor Dom Pedro de Alcântara Tiago Maria
Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Kuhn, Príncipe
de Orleans-e-Bragança, nascido em Petrópolis, em 12 de
janeiro de 1979. Condecorações: Grã-Cruz das Ordens
de Pedro I e da Rosa.
1)
S.A.R. a Princesa Senhora Dona Maria de Orleans-e-Bragança e
Parejo, Princesa de Orleans-e-Bragança; nascida em Sevilha, Espanha,
em 14 de janeiro de 1974.
1) Sra. Maria Isabel Pires de Orleans-e-Bragança; nascida em Brasília, em 2 de julho de 1982. 1) S.A.R. Princesa Senhora Dona Maria da Glória Henriqueta Dolores Lúcia Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Bourbon, Princesa de Orleans-e-Bragança [S.E. Dona Maria da Glória, Duquesa de Segorbe], nascida no Palácio do Grão-Pará, Petrópolis, em 13 de dezembro de 1946. Casou-se (primeiras núpcias), em Villamanrique de la Condesa, Sevilha, Espanha, em 1 de julho de 1972 (div. em maio de 1985), com S.A.R. o Augusto Senhor Aleksandar Karadjeorjevic "e" Schleswig-Holstein-Sondenburg-Glücksburg, Príncipe da Sérvia, Senhor de Karadjeorjevic, Príncipe Herdeiro da Iugoslávia, e depois Príncipe Chefe da Casa Real da Iugoslávia, de jure Rei Aleksandar II da Iugoslávia e da Sérvia (nascido em Londres, Inglaterra, em 17 de julho de 1945; casou-se em segundas núpcias com Catherine Clary Batis), filho de S.M. Petar II, Rei da Iugoslávia, e de sua esposa S.M. a Rainha Alexandra, única filha de S.M. Alexandros I, Rei dos Helenos, Príncipe da Dinamarca. Ela casou-se em segundas núpcias, em Sevilha, Espanha, em 24 de outubro de 1985, com S.E. o Excelentíssimo Senhor Don Ignácio de Medina y Fernandez de Córdoba, Duque de Segorbe, Conde de Moriana del Rio, Conde de Ampurias, Grande de Espanha (nascido em Sevilha, Espanha, em 23 de fevereiro de 1947), arquiteto, casado anteriormente com Dona Mercedes Maier y Allende, e terceiro filho do Ilustríssimo Senhor Don Rafael de Medina y Vilallonga, e de sua esposa, S.E. a Excelentíssima Senhora Dona Maria Victoria Eugenia Fernandez de Córdoba y Fernandez de Henestrosa, 18ª Duquesa de Medinaceli, de Camiña, de Ciudad Real, de Denia, de Tarifa, de Alcalá de los Gazules, Grande de Espanha, etc., filha de S.E. o Excelentíssimo Senhor Don Jesus Maria Fernandez de Córdoba y Salabert, 17º Duque de Medinaceli, etc. Ela tem em sua descendência, três filhos por seu primeiro marido, Príncipes da Sérvia, e duas filhas de seu segundo marido: 1)
S.E. a Senhora Doña Sol Maria de la Blanca de Medina e Orleans-e-Bragança;
nascida em Nova Iorque, EUA, em 8 de agosto de 1986. 2) S.A.R. Princesa Senhora Dona Cristina Maria do Rosário Leopoldina Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Bourbon, Princesa de Orleans-e-Bragança; nascida no Palácio do Grão-Pará, Petrópolis, em 16 de outubro de 1950. Casou-se (primeiras núpcias), na Capela do Palácio do Grão-Pará, em 16 de maio de 1980 (divórcio 1988), com S.A.S. o Senhor Jan Pavel Maria Sapieha-Rozansky "e" Zdziechowska, Príncipe Hereditário de Sapieha-Rozanska, Príncipe Titular de Sapieha-Rozanska (1989-) (nascido em Varsóvia, Polônia, em 26 de agosto de 1935), casado anteriormente com Claudine Cumberlege; filho de S.A.S. o Senhor Jan Andréj Sapieha-Rozansky, Príncipe Titular de Sapieha-Rozanska, e de sua esposa, S.A.S. a Princesa Maria Sapieha-Rozansky, née Zdziechowska. Casou-se (segundas núpcias) com Sr. José Calmon de Brito, no Rio de Janeiro, em outubro de 1992 (divórcio 1997). Teve em sua descendência, apenas duas filhas do primeiro casamento, Princesas de Sapieha-Rozanska. 2) S.A.R. o Senhor Dom João Maria Filipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Dobzensky-von-Dobrzenicz, Príncipe de Orleans-e-Bragança, Príncipe Hereditário de Orleans-e-Bragança (1940-45), nascido em Boulogne-Billancourt, França, em 15 de outubro de 1916; formado como Tenente-Coronel da Força Aérea do Brasil, Vice-Presidente da Pan-Air do Brasil (atual Varig). Condecorações: Grã-Cruz das Ordens de Dom Pedro I e da Rosa do Brasil. Casou-se (primeiras núpcias) em Sintra, Portugal, em 29 de abril de 1949 (divórcio 1971), com S.E. a Senhora Fatma Chirine e Mussalam, Xarifa (de) Chirine (nascida no Cairo, Egito, 19 de abril de 1923, casou-se em primeiras núpcias, no Cairo, em 1940, com S.A. o Senhor Hasssan Mohamed-Ali, Príncipe Tussum e Nabil do Egito [1901-1946], e pela terceira vez, no Rio de Janeiro, em 1973, com o Sr. Eduardo Bahout), filha de S.E. o Senhor Huasayn Ismail, Bei (de) Chirine e de sua esposa, S.E. a Senhora Aicha, Xarifa Husayn (de) Chirine, née Mussalam (faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de março de 1990); casou-se (segundas núpcias), no Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1990, com S.A.R. a Senhora Dona Thereza de Jesus César da Silva Leite (nascida em Ubá, Minas Gerais, em 11 de fevereiro de 1929), casada anteriormente com o Sr. Carlos Eduardo Souza Campos, e filha do Sr. José da Silva Leite e de sua esposa, a Sra. Branca, née Queiroz César dos Santos. Ele faleceu no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 2005. Ele teve em sua descendência, apenas um filho de sua primeira esposa.
1)
S.A.R. o Príncipe Dom João Filipe Maria de Orleans-e-Bragança
e Lutterbach, Príncipe de Orleans-e-Bragança, nascido
no Rio de Janeiro, em 27 de novembro de 1986. Condecorações:
Grã-Cruz das Ordens de Dom Pedro I e da Rosa. 1) S.A.R. a Princesa Senhora Dona Isabel Maria Amélia Luiza Vitória Thereza Joana Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Dobrzensky-von-Dobrzenicz, Princesa de Orleans-e-Bragança [S.A.R. a Senhora Isabelle, condessa de Paris, de jure, S.M. a Augusta Senhora Isabelle, Rainha de França - Majestade Cristianíssima], nascida em Eu, França, em 13 de agosto de 1911; educada privativamente. Condecorações: Dama da Ordem da Cruz Estrelada da Áustria. Casou-se em Palermo, Itália, em 8 de abril de 1931, com S.A.R. o Senhor Henri Robert Ferdinand Marie Louis Philippe d'Orleans et Orleans, Delfim de França, depois Príncipe-Chefe da Casa Real da França e Conde de Paris (de jure Sua Majestade o Senhor Henri VI , por Graça de Deus, Rei de França e de Navarra, Filho Primogênito da Igreja - Majestade Cristianíssima) (nasceu em Nouvion-em-Thierache, França, em 5 de julho de 1908; faleceu em Paris, França, em 19 de junho de 1999, enterrado no Mausoléu dos Orleans, Capela Real de São Luís, Dreux, França), condecorações: Cavaleiro da Ordem da Anunciação da Itália, primogênito de S.A.R. o Senhor Jean Pierre Clément Marie d'Orleans, Príncipe-Chefe da Casa Real da França, Duque de Guise, de jure S.M.C. o Augusto Senhor Jean III, Rei de França, e de sua esposa, S.A.R. a Senhora Isabelle, Duquesa de Guise, de jure Rainha Consorte de França, née Princesa de França, Filha de França, terceira filha de S.A.R. o Senhor Louis Philippe Albert d'Orleans, Príncipe-Chefe da Casa Real da França, Conde de Paris, de jure S.M.C. o Senhor Philippe VIII, Rei de França, e de sua esposa, S.A.R. a Senhora Marie Isabelle, Condessa Consorte de Paris, née Princesa de Orleans. Ela faleceu em Paris, França, em 5 de julho de 2003 (enterrada no Mausoléu dos Orleans, Capela Real de São Luís, Dreux, França). Ela teve em sua descendência cinco filhos e seis filhas, Príncipes da França, Filhos da França e Príncipes de Orleans. 2) S.A.R. a Princesa Senhora Dona Maria Francisca Amélia Luiza Vitória Thereza Elisabeth Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Dobrzensky-von-Dobrzenicz , Princesa de Orleans-e-Bragança [S.A.R. a Senhora Dona Maria Francisca, Duquesa de Bragança, de jure, S.M. a Senhora Dona Maria Francisca, Rainha Consorte de Portugal - Majestade Fidelíssima], nascida em Eu, França, em 8 de setembro de 1914; educada privativamente. Casou-se na Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis, em 15 de outubro de 1942, com S.A.R. o Senhor Dom Duarte Nuno Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco Xavier Raimundo Antonio de Bragança e Löwestein-Wertheim-Rosenberg, Infante de Portugal, Príncipe de Bragança, Príncipe-Chefe da Casa Real de Portugal, Duque de Bragança, Duque de Guimarães e Duque de Barcelos, Marquês de Vila Viçosa, Conde de Barcelos, Conde de Guimarães, de Ourem, de Faria e de Neiva, e Conde de Arrayolos (de jure Sua Majestade o Senhor Dom Duarte III, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, de aquém e de além mar, em África, Senhor de Guiné, Senhor de Conquista, Navegação e Comércio de Etiópia, Índia, Arábia e Pérsia - Majestade Fidelíssima) (nasceu em Seebenstein, Áustria, em 23 de setembro de 1907; faleceu em Lisboa, Portugal, 24 de dezembro de 1976, enterrado no Convento dos Agostinhos de Vila Viçosa, Portugal), condecorações: Grão-Mestre das Ordens Reais de Nossa Senhora de Vila Viçosa e de São Miguel da Ala, Grã-Cruz da Ordem de São Humberto da Baviera, Cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro da Áustria, terceiro filho de S.A.R. o Senhor Dom Miguel Maria Carlos Egídio Constantino Gabriel Rafael Gonzaga Francisco de Paula e de Assis Januário de Bragança, Infante de Portugal e Duque de Bragança, e de sua segunda esposa, S.A.R. a Senhora Dona Maria Thereza Sofia Pia Anna Melchiora, Duquesa Consorte de Bragança, née Princesa de Löwestein-Wertheim-Rosemberg, quinta filha de S.A.S. o Senhor Karl Heinrich Ernst Franz, Príncipe Titular de Löwestein-Wertheim-Rosemberg, e de sua esposa, S.A.S. a Senhora Sophie Marie Gabriele Pia, Princesa Titular Consorte de Löwestein-Wertheim-Rosemberg, née Princesa de Liechtenstein. Ela faleceu em Lisboa, Portugal, em 15 de janeiro de 1968 (enterrada no Convento das Chagas de Cristo, Vila Viçosa, Portugal). Ela teve em sua descendência, três filhos, Infantes de Portugal, Príncipes de Bragança. 3) S.A.R. a Princesa Senhora Dona Thereza Maria Teodora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Dobrzensky-von-Dobrzenicz, Princesa de Orleans-e-Bragança, nascida em Boulogne-Billancourt, França, em 18 de junho de 1919; educada privativamente. Casou-se em Sintra, Portugal, em 7 de outubro de 1957, com o Senhor Ernesto António Maria Martorell y Caldéró (nascido em Lisboa, Portugal, em 7 de setembro de 1921; falecido em Madri, Espanha, em 10 de janeiro de 1985), industrialista, filho do Senhor José Martorell y Panyellas, e de sua esposa, a Senhora Maria de la Concepción, née, Caldéró y Coronas. Ela teve em sua descendência, duas filhas: 1) Elizabeth Maria Francisca Joanna Pia e Todos los Santos Martorell y de Orleans-e-Bragança, nascida em Madri, Espanha em 14 de fevereiro de 1959. Casou-se em (primeiras núpcias), em Sintra, Portugal, em 26 de dezembro de 1986 (divórcio [?]), com o Senhor João Espírito Santo Silva Salgado (nascido em 1952), filho do Senhor João Carlos Roma Machado Cardoso Salgado, e de sua esposa, a Senhora Maria da Conceição, née Espírito Santo Silva. Casou-se (segundas núpcias), em 2000, com o Senhor José Maria Calem. Ela teve duas filhas, uma de cada marido. 1)
Maria Thereza Orleans-e-Bragança Martorell Silva Salgado, nascida
no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1988. 2) Núria Francisca Joana de Santíssima Trindade Martorell y de Orleans-e-Bragança, nascida em Lisboa, em 16 de outubro de 1960.
2) S.A.I.R. o Príncipe Senhor Dom Luiz Gastão Antonio Maria Filipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Borbone, Príncipe do Brasil, Príncipe de Orleans-e-Bragança; nasceu em Cannes, França, em 19 de fevereiro de 1911; educado privativamente. Assumiu o título de Príncipe Imperial do Brasil com o tratamento de Sua Alteza Imperial, em 14 de novembro de 1921. Condecorações: Grã-Cruz das Ordens de Dom Pedro I, do Cruzeiro e da Rosa do Brasil, Comendador-Mor da Ordem de Cristo, Grão-Dignitário Mor da Ordem da Rosa. Ele faleceu em Neully-sur-Seine, França, em 8 de setembro de 1931 (enterrado no Mausoléu dos Orleans, Capela Real de São Luís, Dreux, França). 1) S.A.I.R. a Princesa Senhora Dona Pia Maria Raniera Isabel Antonia Vitória Thereza Amélia Gerarda Raimunda Anna Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans-e-Bragança e Borbone, Princesa do Brasil, Princesa de Orleans-e-Bragança [S.E. a Senhora Pia Maria, Condessa Consorte de Nicolaÿ], nascida em Boulogne-sur-Seine, França, em 4 de março de 1913, educada privativamente. Herdeira Presuntiva do Trono do Brasil, assumiu o título de Princesa Imperial do Brasil, com o tratamento de Sua Alteza Imperial, de 8 de setembro de 1931 a 6 de junho de 1938. Casou-se em Paris, França, em 12 de agosto de 1948, com S.E. o Senhor René Jean Marie Nicholas de Nicolaÿ et Talhouet-Roy, Conde de Nicolaÿ (nascido no Castelo de Le Lude, França, em 17 de outubro de 1910; falecido em Paris, França, em 25 de novembro de 1954), filho mais novo de S.E. o Senhor Aymard Marie Jean de Nicolaÿ, Conde Titular de Nicolaÿ e Marquês de Goussainville, e de sua esposa, S.E. a Senhora Yvonne Léonie Marie Anne Georgine, Marquesa de Goussainville, née Talhouet-Roy. Ela faleceu no Castelo de Le Lude, França, em 25 de outubro de 2000, tendo em sua descendência, dois filhos, Condes de Nicolaÿ. 1)
S.E. o Senhor Louis Jean Marie Benoît Alphonse Raymond de Nicolay
et Orleans-e-Bragança, Marquês de Goussainville, Conde
de Nicolay. Nasceu em Le Mans, Sarthe, França, em 18 de setembro
de 1949. Bacharel em Direito e em Ciências Políticas. Casou-se
na Capela do Castelo de Hex, Luxemburgo, em 23 de agosto de 1980, com
Bárbara Marie Anne Jeanne Pia, Marquesa de Goussainville (nascida
em Elizabethville, Congo, em 8 de agosto de 1958), née Condessa
de Ursel, filha de Michel Alfred Isabelle Marie Ghislain, Conde de Ursel
de Bousies, e de sua esposa, a Condessa Ferdinanda Maria Anna Pia Caterina
Diana. Ele tem em sua descendência, dois filhos e duas filhas: 1)
Maria Adélaide de Nicolay et Ursel. Nasceu em Bruxelas, Bélgica,
em 22 de julho de 1982. 2) S.E. o Senhor Robert Marie Pie Benoit de Nicolay et Orleans-e-Bragança, Conde de Nicolay; nasceu em Neuilly-sur-Seine, França, em 17 de fevereiro de 1952. Educado no Colégio Antoine de Saint-Exupéry, Mains; Escola de Sainte-Genevieve, Versalhes. Escola Superior de Minas, e Colégio Nacional de Administra&ccedi |