Imperador D. Pedro II e sua descendência primogênita

Texto baseado em resumo do
trabalho genealógico dos
Profs. Otto de Sá-Pereira e Bruno de Cerqueira (*)


Sua Alteza Imperial e Real o Senhor D. Luiz de Orleans e Bragança, nascido em 1938, Príncipe Imperial do Brasil (1938-81), é hoje o Chefe da Casa Imperial e de jure (por direito) o Imperador Senhor D. Luiz I do Brasil, desde 1981, quando seu Pai, D. Pedro Henrique, faleceu em Vassouras, interior do Estado do Rio de Janeiro (v. mais abaixo).

Sem aliança, isto é, não casado, o atual Chefe da Casa Imperial, herdeiro dos direitos dinásticos ao Trono e à Coroa do Brasil, é Grão-Mestre de todas as Ordens Imperiais brasileiras. É homem de cultura vastíssima e educação primorosa. Cursou Química em Munique, mas não pratica a profissão. Dedica-se integralmente ao Movimento Monárquico brasileiro. É católico fervoroso e persiste na luta de seu pai e boa parte de seus antepassados na defesa da prática firme dos valores morais da Cristandade. Reside em São Paulo.

D. Luiz é trineto do último Imperador de fato do Brasil, S.M.I. D. Pedro II (nascido S.A.I.R. Dom Pedro de Alcantara de Bragança e Habsburg-Lothringen, Príncipe do Brasil, Príncipe de Bragança), Príncipe Imperial do Brasil, título que foi conferido pela Constituição Política do Império do Brasil ao Herdeiro Direto do Soberano (1825-1831), 2º Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, que nasceu na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, a 2 de dezembro de 1825, e faleceu exilado, em Paris, França, a 5 de dezembro de 1891.

O segundo dos 12 irmãos de D. Luiz, S.A.I.R. o Príncipe D. Eudes (*1939), que renunciou aos seus direitos em 1966, é oficial de reserva da Marinha do Brasil. Casou-se em 1967 com Ana Maria (de Cerqueira-César) de Moraes-Barros, tendo dela dois Filhos: SS.AA.RR. o Príncipe D. Luiz Philippe (*1969) e a Princesa D. Anna Luiza (*1971), atual Senhora Paulo Ibrahim Mansour.

D. Bertrand

O terceiro irmão de D. Luiz, S.A.I.R. D.Bertrand de Orleans e Bragança (*1941), é, de jure, o Príncipe Imperial do Brasil desde 1981. Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Sem aliança, o Príncipe Imperial D. Bertrand assessora seu Irmão na coordenação do Movimento Monárquico. Reside também em São Paulo.

A primeira irmã de D. Luiz, S.A.I.R. a Princesa D. Isabel (*1944) estudou Língua e Civilização Francesa e Alemã. Sem aliança, vive com a Princesa Mãe no bairro da Lagoa, no Rio.

Outro irmão de D. Luiz, S.A.I.R. o Príncipe D. Pedro de Alcantara Henrique (*1945), renunciou aos seus direitos à sucessão em 1972. É graduado em Economia pelo Instituto Bennett. Casou-se em 1974 com Maria de Fátima (de Andrada) Baptista-de-Oliveira Rocha (*1952), tendo dela cinco filhos: SS.AA.RR. a Princesa D. Maria Pia (*1975), a Princesa D. Maria Carolina (*1978), o Príncipe D. Gabriel (*1980) e as Princesinhas D. Maria de Fátima Isabel (*1988) e D. Maria Manuela (*1989). Vivem em Botafogo, no Rio de Janeiro.

S.A.I.R. o Príncipe D. Fernando Diniz (*1948), outro irmão de D. Luiz, renunciou aos seus direitos de sucessão em 1975. É graduado em Economia pelo Instituto Bennett. Casou-se em 1975 com Maria da Graça de Siqueira-Carvalho Baere de Araújo (*1952), tendo dela três filhas: SS.AA.RR. a Princesa D. Isabel Eleonora (*1978), a Princesa D. Maria da Glória Cristina (*1982) e a Princesinha D. Luiza Carolina (*1984). Moram no bairro da Urca, no Rio de Janeiro.

D. Antonio

S.A.I.R. o Príncipe D. Antonio João de Orleans e Bragança (*1950) é o herdeiro dinástico de seus dois irmãos mais velhos. Ele é engenheiro civil, graduado pela Universidade de Barra do Piraí (RJ) e aquarelista renomado. Casou-se, em 1981, em Beloeil, na Bélgica, com S.A. a Princesa Christine de Ligne (*1955), da Família Principesca belga desse nome e teve dela quatro filhos (Príncipes do Brasil e Príncipes de Orleans e Bragança), os Herdeiros do Trono Imperial, no futuro: SS.AA.II.RR. os jovens Príncipes D. Pedro Luiz (*1983), D. Amélia (*1984) e D. Rafael Antonio (*1986) e a Princesinha D. Maria Gabriela Fernanda (*1989). Eles são respectivamente o 4º, a 6ª, o 5º e a 7ª na atual Ordem de Sucessão à Coroa. A Princesa Christine de Ligne é descendente do Rei D. João VI, por duas vezes, na quinta geração, por linhagem feminina, a de sua mãe, a Princesa Alix de Luxemburgo (*1929), Princesa de Parma e Princesa de Bourbon-Nassau-Weilburgo, bisneta de El-Rei o Senhor D. Miguel I e, portanto, sobrinha-bisneta do Imperador Senhor D. Pedro I. A Família D. Antonio reside em Petrópolis.

S.A.I.R. a Princesa D. Eleonora (*1953), também irmã de D. Luiz, é licenciada em História pela PUC-Rio. Ela casou-se, em 1981, com o irmão mais velho da sua cunhada, a Princesa D. Christine, S.A. o Príncipe Hereditário Michel de Ligne (*1951). Eles tiveram dois filhos: a Princesa Alix-Marie de Ligne (*1984) e o Príncipe Henri-Antoine de Ligne (*1989), que participam da Linha de Sucessão Brasileira, putativamente, por possuírem nossa nacionalidade, além da belga. Residem no Castelo de Beloeil, na Província de Hainaut, Bélgica.

Outro irmão de D. Luiz, S.A.I.R. o Príncipe D. Francisco (*1955), renunciou aos seus direitos sucessórios em 1980. É graduado em Economia pelo Instituto Bennett. Casou-se em 1981 com Cláudia Regina Martins Godinho (*1954), tendo dela três filhas: SS.AA.RR. a Princesa D. Maria Elisabeth (*1982) e as Princesas gêmeas D. Maria Thereza Christina & D. Maria Eleonora (*1984). Residem no Rio, no bairro do Arpoador.

S.A.I.R. o Príncipe D. Alberto (*1957), renunciou aos seus direitos em 1982. Bacharel em Direito pela UFRJ, especializou-se em Assessoria Jurídica Empresarial. Casou-se em 1983 com Maritza (Bulcão) Ribas Bokel (*1961), tendo dela quatro filhos: SS.AA.RR. os Príncipes D. Pedro Alberto (*1988) e D. Maria Beatriz (*1990) e os Principezinhos D. Anna Thereza (*1995) e D. Antonio Alberto (*1997). Moram no bairro do Itanhangá, no Rio.

S.A.I.R. a Princesa D. Maria Thereza (*1959), renunciou aos seus direitos em 1995. É graduada em Desenho Industrial pela PUC-Rio. Casou-se em 1995 com o Senhor Johannes Hessel de Jong, súdito holandês, e tem dois filhos. Reside em Tervuren, Bélgica.

S.A.I.R. a Princesa D. Maria Gabriela (*1959), última irmã de D. Luiz, é graduada em Comunicação pela PUC-Rio. Brilhante pintora, especializada em trompe-l'oeil, sendo gêmea da Precedente. Casou-se em 2003, após ter renunciado aos seus direitos e condição, com o Senhor Theodoro (de Mello-Franco Senna) de Hungria Machado (*1952).

D. Pedro II

D. Pedro II era o sétimo gênito, terceiro varão, de SS.MM.II. o Augusto Senhor D. Pedro I (*1798 +1834) (nascido S.A.R. o Infante D. Pedro de Alcantara de Portugal, Príncipe de Bragança e, depois, Príncipe da Beira - título que cabia ao filho mais velho do Herdeiro do Trono português - e Príncipe Real e Regente do Reino Unido de Portugal, do Brasil e dos Algarves), 1º Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil e a Augusta Senhora D. Maria Leopoldina (*1797 +1825) (nascida S.A.I.R.D. a Princesa Imperial e Arquiduquesa Leopoldine da Áustria, Princesa Real da Hungria e da Bohêmia, Princesa Ducal de Lorena e de Bar, Princesa de Habsburgo-Lorena), 1ª Imperatriz Consorte do Brasil.

O Príncipe Imperial D. Pedro de Alcantara tornou-se Imperador do Brasil em 7 de abril de 1831, pela abdicação do Pai em seu favor. Tendo se alçado ao Trono com somente cinco anos e quatro meses de idade, educou-se sob a tutoria primeiro do sr. José Bonifácio de Andrada e Silva e depois, do sr. Marquês de Itanhahém, enquanto o Império vivia sob as Regências: Trina Provisória, Trina Permanente, do sr. Padre Diogo Antonio Feijó e do sr. Pedro de Araújo Lima (futuro Marquês de Olinda), até sua maioridade antecipada em 23 de julho de 1840. Coroado a 18 de julho de 1841, portanto aos quinze anos de idade, iniciou seu reinado já na tentativa de equilibrar o País, após o decurso de tantas pequenas e médias revoluções no Período Regencial.

Casou, por procuração, em Nápoles, então capital do Reino das Duas Sicílias, em 1843, com sua prima-segunda, S.A.R. a Princesa D. Teresa Cristina das Duas Sicílias, Princesa de Bourbon (-Anjou), nascida em 1822, e falecida no exílio, no Porto, Portugal, em dezembro de 1889. Era filha do Rei D. Francesco I das Duas Sicílias e da Rainha-Consorte Da. Maria Isabel, nascida Infanta de Espanha e Princesa de Bourbon (-Anjou). Da. Teresa Cristina era sobrinha de D. Carlota Joaquina.

Deste consórcio, nasceram quatro filhos (Príncipes do Brasil e Príncipes de Bragança): SS.AA.II.RR. o sr. D. Affonso Pedro (*1845 +1847), Príncipe Imperial do Brasil (1845-47); a Senhora D. Isabel Christina (*1846 +1921), Princesa Imperial do Brasil (1847-48 e 1850-1891); a Princesa D. Leopoldina Thereza (*1847 +1871), e o Senhor D. Pedro Affonso (*1848 +1850), Príncipe Imperial do Brasil (1848-50). Somente as Princesas sobreviveram, esse o motivo de D. Isabel ter se tornado a Herdeira da Coroa.

D. Isabel e D. Leopoldina casaram-se ambas em 1864, com dois primos-irmãos, S.A.R. o Príncipe Gaston de Orleans (*1842 +1922), Conde d'Eu e S.A.D. o Príncipe Ludwig August de Saxe-Coburgo-Gotha (*1845 +1907), Duque na (de) Saxônia (Saxe).

Da união de D. Leopoldina com o Príncipe Ludwig August - Luís Augusto -, que foi Almirante da Marinha Brasileira, nasceram também quatro filhos: Pedro Augusto (*1866 +1932), Augusto Leopoldo (*1867 +1923), Fernando José (*1869 +1888) e Ludwig Gaston - Luís Gastão - (*1870 +1942), Príncipes de Saxe-Coburgo-Gotha e Duques na Saxônia. Os dois primeiros, nascidos no Rio de Janeiro, apesar de Príncipes alemães, foram Sucessíveis à nossa Coroa, em vista da aparente infertilidade da tia, até 1875. Alguns descendentes do Príncipe Augusto Leopoldo, por exemplo, têm mantido a nacionalidade brasileira e por isso, constam da Linha de Sucessão ao Trono Imperial.

Princesa D. Isabel

A Senhora D. Isabel, Princesa de Bragança, Princesa Imperial e Regente do Brasil, nascida no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1846, e falecida no exílio, no Castelo de Eu, na Província da Normandia, França, aos 14 de novembro de 1921, casou-se, na Catedral Imperial do Rio, em 15 de outubro de 1864, com o Senhor Gaston, Príncipe de Orleans. Dessa união, formou-se a DINASTIA DE ORLEANS E BRAGANÇA, uma família de Príncipes com direitos tanto, e principalmente, ao Trono do Brasil, quanto ao milenar Trono da França, por tratarem-se os Orleans da atual Casa Real da França.

O Casal Príncipe Imperial (e também Casal Conde d'Eu) teve três filhos (Príncipes do Brasil e Príncipes de Orleans e Bragança): SS.AA.II.RR. o Senhor D. Pedro de Alcantara (*1875 +1940), Príncipe do Grão-Pará(2) (1875-1891), Príncipe Imperial do Brasil (1891-1908, renunciou aos direitos em 30.10.1908) e 2º Príncipe Titular de Orleans e Bragança (1922-40); o Senhor D. Luiz (*1878 +1920), Príncipe Imperial do Brasil (1908-20); e o Príncipe D. Antonio (*1881 +1918). Este último faleceria em Londres, no término da I Guerra Mundial, em acidente de aviação.

Por ocasião do golpe de estado de 15 de novembro de 1889, que proclamou a República e exilou a Família Imperial, esta se dirigiu a Portugal - onde veio a falecer, de desgostos, a idosa e adoentada Imperatriz -, e finalmente radicou-se em Paris, onde o Imperador faleceu, em 1891, num modesto quarto de hotel.

D. Pedro de Alcantara

Com a morte do Senhor D. Pedro II, D. Isabel tornou-se Chefe da Casa Imperial e de jure terceira Imperatriz do Brasil, e naturalmente seu primogênito, D. Pedro de Alcantara, o Príncipe Imperial. Entretanto, em 1908, após longos anos de reflexão, D. Pedro de Alcantara resolveu renunciar solenemente aos seus direitos e título na Sucessão ao Trono e à Coroa Imperiais do Brasil, no seu próprio nome e no de cada qual de seus eventuais descendentes, para poder cumprir seus desejos e unir-se matrimonialmente a uma Condessa tcheca do Império Austro-Húngaro, o que não se permite ao Herdeiro do Trono, em nossa Tradição Dinástica. Em Cannes, na presença de seus Pais e inúmeros parentes, ele renunciou aos ditos direitos e "jurou perante a Deus" manter por ele e todos os seus descendentes a confirmação desse ato.

No mesmo ano de 1908, D. Pedro de Alcantara, então apenas Príncipe Hereditário de Orleans e Bragança, casou-se com S.E. a Condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz (*1875 +1951), nascida Baronesa, cujo pai fora elevado a Conde pelo Imperador Senhor Franz Josef I da Áustria, para diminuir a distância entre os cônjuges. A designação de "Príncipe Hereditário" aqui é parte de uma série de teorizações do prof. Otto de Alencar de Sá-Pereira acerca da renovação dos títulos e tratamentos da Realeza. Deve ser interpretada tal qual "Príncipe Herdeiro", ainda que sem equiparação com os Príncipes Herdeiros de Casas Reais reinantes.

A descendência desse Casal constitui o Ramo Primogênito e Titular da Casa de Orleans e Bragança, tendo todos a dignidade de Príncipes de Orleans e Bragança e o tratamento de Altezas Reais. O Senhor D. Pedro de Alcantara e a Senhora D. Elisabeth tiveram cinco filhos:

S.A.R. a Princesa D. Isabel (*1911), que se casou em 1931, com o primo, S.A.R. o Príncipe Senhor Henri (*1908 +1999), Chefe da Casa Real da França, Conde de Paris, de jure Henri VI, Rei da França. Tiveram onze filhos, Príncipes da França e Príncipes de (Bourbon-) Orleans. A Princesa escreveu vários livros, alguns dos quais contam, em detalhes, a saga de nossa Família Imperial no exílio.

D. Pedro Gastão

S.A.R. o Príncipe Senhor D. Pedro Gastão (*1913), 3º Príncipe Titular de Orleans e Bragança, Primogênito do Brasil. O Senhor D. Pedro Gastão, residente no Palácio do Grão-Pará e acionista majoritário da Companhia Imobiliária de Petrópolis, é o atual Chefe da Casa Principesca (Princeps) de Orleans e Bragança, embora desse fato não lhe advenha qualquer possível direito ao Trono do Brasil. Casado em 1944, com S.A.R. a Princesa D. Esperanza de Bourbon (-Anjou) (*1914), da Realeza da Espanha, é pai de seis filhos: o Senhor D. Pedro Carlos (*1945), Príncipe Hereditário de Orleans e Bragança, casado e pai de dois filhos; a Princesa D. Maria da Glória (*1946), que foi esposa do Chefe da Casa Real da Iugoslávia, dele tendo três filhos e atualmente é casada com o Duque de Segorbe, da Nobreza da Espanha e tem deste dois filhos; o Príncipe D. Afonso Duarte (*1948), casado e pai de duas filhas; o Príncipe D. Manuel Álvaro (*1949), casado e pai de dois filhos; a Princesa D. Cristina (*1950), divorciada do Príncipe polonês Jan Pavel Sapieha-Rozanski e mãe de suas duas filhas; e o Príncipe D. Francisco Humberto (*1956), casado e pai de um filho.

S.A.R. a Princesa D. Maria Francisca (*1914 +1968), que se casou em 1942, com o primo, S.A.R. o Príncipe Senhor D. Duarte Nuno (*1907 +1976), Chefe da Casa Real de Portugal e Duque de Bragança, de jure D. Duarte II, Rei de Portugal. Tiveram três filhos (Infantes de Portugal e Príncipes de Bragança): o mais velho, o Senhor D. Duarte Pio (*1945), é o atual Chefe da Casa Real de Portugal e Duque de Bragança.

S.A.R. o Príncipe D. João (*1916), que se casou, em 1949 (div. 1971), com S.E. a Xarifa Fatma Chirine (*1923 +1990), da Nobreza do Egito, e dela teve um único Filho: o Príncipe D. João Henrique (*1954), casado e pai de dois filhos. D. João é oficial de reserva da Aeronáutica e foi um dos diretores da antiga Panair do Brasil. Seu filho, D. João Henrique, é famoso globe-trotter e especializado fotógrafo. Possuem residências no Rio e em Parati.

S.A.R. a Princesa D. Thereza (*1919), que se casou, em 1952, com o Senhor Ernesto Martorell y Calderó (*1921 +1985) e é mãe de suas duas filhas. Reside em Portugal.

O segundo filho de D. Isabel e do Conde d'Eu, o Príncipe D. Luiz, tornou-se Príncipe Imperial do Brasil, no exílio, em 1908, após a renúncia de seu Irmão mais velho. Considerado por seu primo, o Rei Albert II dos Belgas, "homem como poucos, Príncipe como nenhum" e, por isso mesmo cognominado "Príncipe Perfeito", D. Luiz foi grande literato; sua maior obra "Sob o Cruzeiro do Sul", versava sobre a terra longínqua e inesquecível, com admirável brilhantismo. Tentou rever seu amado Brasil, mas foi impedido de desembarcar aqui, em 1909, por ordens do então Presidente Affonso Pena. Morreu em decorrência de enfermidades adquiridas no fronte, na I Guerra Mundial, onde lutou com os Aliados.

O Senhor D. Luiz casou-se, também em 1908, com sua prima, S.A.R. a Princesa D. Maria Pia das Duas Sicílias, Princesa de Bourbon (-Anjou) (*1878 +1973), e teve dela três filhos (Príncipes do Brasil e Príncipes de Orleans e Bragança), o que fez prosseguir a Dinastia Imperial: o Senhor D. Pedro Henrique (*1909 +1981), Príncipe do Grão-Pará (1909-20), Príncipe Imperial do Brasil (1920-21), Chefe da Casa Imperial e de jure Imperador Senhor D. Pedro III do Brasil (1921-81), do qual se falará abaixo; o Senhor D. Luiz Gastão (*1911 +1931), Príncipe Imperial do Brasil (1921-31), que faleceu aos vinte anos e tem fama de santidade; e a Senhora D. Pia Maria (*1913 +2000), Princesa Imperial do Brasil (1931-38), que se casou com um nobre francês, o Conde René de Nicolaÿ (*1910 +1954), teve dele dois filhos e é sua viúva.

S.A.I.R. o Augusto Senhor D. Pedro Henrique, nascido no exílio da Família Imperial, na casa de Boulogne-sur-Seine, nos arredores de Paris, foi educado primeiramente por sua Avó e depois, por sua própria Mãe e inúmeros preceptores brasileiros, para ser Imperador do Brasil. Aos onze anos, ficou órfão de Pai e, no ano seguinte, sua veneranda Avó, a "Redentora", também faleceu, o que fez dele o nosso Imperador, de direito, no exílio, pelo fato de ser o sucessor dinástico direto de D. Isabel. Quando da revogação da Lei de Banimento, em 1920, pelo Presidente Epitácio Pessoa, ele veio com a mãe, os irmãos, os tios e primos, encabeçados pelo Senhor Conde d'Eu, conhecer seu País. Em 1922, por ocasião das comemorações do Centenário de nossa Independência, novamente a Família Imperial retornou ao solo pátrio, para aqui receber as devidas honrarias, já infelizmente sem a possibilidade de participação da Senhora D. Isabel. Aliás, nessa época, ocorreu o triste fim do Marechal Conde d'Eu, velho personagem histórico brasileiro, como herói da Guerra do Paraguai, quando estava a bordo do navio "Massília".

Retornando à Europa e concluindo seus altos estudos de Ciências Sociais e Políticas em Sorbonne, o Senhor D. Pedro Henrique contraiu núpcias, em Munique, Alemanha, Capital do antigo Reino da Baviera, em 1937, com S.A.R. a Princesa Maria da Baviera (*1914), neta do último Rei bávaro, Ludwig III. Em pouco tempo, lá estourou a II Grande Guerra, o que o impediu de retornar ao Brasil, tendo os quatro primeiros filhos do Casal Imperial nascido na França. A Princesa, que se tornou a Augusta Senhora D. Maria, Princesa (ou Imperatriz) Consorte do Brasil, após o casamento, é a nossa atual Princesa (ou Imperatriz) Mãe.

Eles tiveram doze filhos (Príncipes do Brasil e Príncipes de Orleans e Bragança), a maioria dos quais renunciou solenemente, antes de contraírem suas núpcias, aos seus direitos e título do Brasil, para poder desposar moças que, embora advindas de famílias brasileiras das mais aristocráticas, não pertenciam à Realeza. Ainda assim, todos os descendentes legítimos e varonis desses Príncipes de Orleans e Bragança possuem essa mesma condição, além do tratamento de Altezas Reais, exatamente como os do Ramo Primogênito. É neste conjunto familiar que está D. Luiz, nascido em 1938 e atual Chefe da Casa Imperial do Brasil.


(*) Publicado na revista "Bombeiro Imperial" (dezembro de 1998), do Grupamento Imperial D. Pedro II - Petrópolis (do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro - CBMERJ). Mais informações sobre o assunto poderão ser obtidas no Portal Histórico-Cultural da Monarquia Constitucional - http://www.imperialereal.com
Fotos – Cedidas gentilmente pelo acervo digital do Instituto D. Isabel I - http://www.idisabel.org.br/

 

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