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Perguntas
que você costuma fazer
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Estas
são algumas dúvidas bem freqüentes sobre
Monarquia, com suas respectivas respostas e ou esclarecimentos.
Memorize-as, pois são sempre levantadas em discussões.
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| 1
- Quais os custos de um Parlamento numa Monarquia? |
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R
- Vamos nos referir a uma Monarquia que hoje tem grande destaque,
pois seu exemplo serve aos demais países monárquicos.
No Reino Unido cabe ao partido suprir as necessidades de seu
parlamentar. Ali, um deputado, hoje, tem direito ao máximo
de três assistentes, desde que justificado. Há
uma verba pública para isso, mas quem paga o salário
do assistente é o partido. Outro ponto: o deputado lá
só percebe 12 salários por ano. Em viagens ele
pode pedir reembolso (dentro de limites, que são bem
rigorosos) e desde que sua viagem seja a serviço do governo
ou do partido. O parlamentar tem direito a duas viagens (de
dois dias) por ano ao Parlamento Europeu, também, desde
que isto seja justificado.
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| 2
- A Monarquia é democrática? |
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R
- Se for uma Monarquia constitucional, com as atribuições
do monarca definidas em uma Constituição livremente
feita por uma Assembléia Constituinte, sim. Todavia,
no Império do Brasil, muitos criticam a Constituição
Imperial por não ter sido feita por uma Assembléia
Constituinte, mas sim por uma comissão nomeada pelo Imperador.
Ocorre que assim que ficou pronta, a Constituição
Imperial foi enviada a todas as Câmaras de Vereadores
para que se fizessem as alterações julgadas necessárias.
Só depois de examinada por todos os representantes do
povo é que a Constituição Imperial foi
assinada. Nos dias de hoje o sistema político utilizado
pela maioria esmagadora das Monarquias é o sistema parlamentarista,
onde o monarca é o Chefe de Estado e símbolo vivo
da nacionalidade, enquanto os assuntos de governo ficam por
conta de um Primeiro-ministro (ou Presidente de Governo, como
no caso da Espanha).
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3
- Não é muito caro manter-se uma Família
Real, comparativamente com a manutenção de um
Presidente de República e sua família?
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R
- Os levantamentos de despesas com famílias reinantes,
no mundo inteiro, demonstram que é muito mais barato
manter-se uma Família Real do que uma Presidência
de República. Esse, inclusive, foi um dos motivos que
levaram os políticos noruegueses a optarem pela Monarquia,
assim que a Noruega desligou-se da Suécia no final do
século XIX e início do século XX. Pelos
valores apurados há alguns anos, a Monarquia mais dispendiosa
do mundo era a britânica, cuja família real custava
aos cofres públicos aproximadamente US$ 1,80 (um dólar
e oitenta centavos) per capita, anualmente. Na mesma relação
de despesas, a manutenção da Presidência
da República no Brasil, por exemplo, custava US$ 11,00
(onze dólares), igualmente per capita.
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| 4
- Parlamentarismo republicano ou monárquico? |
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R
- O parlamentarismo em sua forma mais pura é o monárquico,
onde o Chefe de Estado, o monarca, e sua família, não
apenas são apartidários como também são
proibidos de filiarem-se a partidos políticos. Desta
forma, o monarca e sua família são sempre aliados
do Primeiro-ministro. Já nas Repúblicas parlamentaristas
o Chefe de Estado nem sempre é obrigado a desvincular-se
de partido político o que, muitas vezes, provoca problemas
com o Primeiro-ministro.
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| 5
- A Monarquia favorece as elites do dinheiro? |
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R
- De maneira alguma. A Monarquia, por ser um regime onde a decência
pública é exaltada e cobrada através do
rigoroso cumprimento da legislação, não
favorece elite alguma, seja do dinheiro, ou seja, de qualquer
outra espécie. Na Monarquia o que prevalece é
o mérito, pessoal ou coletivo, para alguém, ou
algum grupo, receber homenagens ou promoções (no
caso pessoal).
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| 6
- E se o monarca demonstrar ser uma pessoa totalmente despreparada
e até débil mental? |
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R
- Essa e outras questões que podem surgir quando pensamos
no estabelecimento de uma Monarquia constitucional parlamentarista
deverão ser objeto de minucioso exame por parte da Assembléia
Constituinte para que haja recursos legais que possibilitem
a nação tomar providências no caso de dificuldades
especiais com o monarca reinante.
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7
- Qual a garantia de que o monarca não vá fazer
a mesma coisa que os presidentes, favorecendo amigos e negociatas?
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R
- Conforme já foi dito na pergunta 5, a Monarquia é
um regime onde o rigoroso respeito à lei é sempre
cumprido. Por isso, torna-se muito difícil para um monarca
favorecer pessoas em detrimento de outras.
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| 8
- Como será escolhido o monarca? |
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R
- Há duas soluções possíveis: ou
seguindo-se a ordem sucessória estabelecida pela Princesa
Dona Isabel, no uso de suas atribuições tradicionalmente
aceitas, ou então por um Parlamento ou por uma Assembléia
Constituinte eleita para esta finalidade. Tudo vai depender
de um amplo acordo nacional com todos os segmentos e lideranças
políticas.
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9
- O monarca terá que se casar (caso seja solteiro) com
princesa ou poderá escolher uma brasileira de boa família
para casar?
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R - Isto
também será estabelecido pela Constituição
que o Brasil reconhecer.
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| 10
- A nobreza voltará a existir no Brasil, com privilégios? |
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R
- Em uma Monarquia a existência de nobreza não
é obrigatória. Na Noruega, por exemplo, não
há nobreza, mas apenas a Família Real. Todavia,
a existência da nobreza, se for estabelecida, não
levará a privilégios especiais, já que
qualquer constituição democrática prevê,
sempre, a igualdade de direitos, deveres e oportunidades.
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| 11
- A Família Imperial brasileira apoiava a escravidão,
no Império? |
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R
- Não. Desde Dom Pedro I a Família Imperial tinha
uma posição bem clara contra a escravidão.
No Brasil a escravidão não era uma decisão
de Estado, mas sim uma decisão empresarial mantida pelos
representantes dos escravagistas na Câmara de Deputados.
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| 12
- O catolicismo voltará a ser religião oficial? |
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R
- Numa restauração, o Brasil continuará
a ser um Estado laico, sem religião oficial, por força
das conquistas democráticas havidas até hoje.
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| 13
- O Imperador (ou Rei) voltará a ser o chefe da Igreja
no Brasil? |
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R
- Não havendo religião oficial, o Imperador (ou
Rei) não será o chefe da Igreja. E mesmo que houvesse,
por um acaso, religião oficial, não haveria mais
clima para o Imperador ser o chefe da Igreja.
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14
- Será possível um Primeiro Ministro socialista?
E comunista?
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R
- É claro. O Primeiro-ministro sempre é escolhido
por comum acordo entre o Chefe de Estado e o Parlamento (isso
em todas as Monarquias e Repúblicas parlamentaristas).
Por isso, se uma coligação de esquerda tiver maioria
no Congresso, será natural que o Primeiro-ministro seja
ou socialista ou comunista.
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| 15
- As empresas estatais continuarão a existir? |
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R
- A existência de empresas estatais não depende
de decisão do Chefe de Estado. Assim, isso continuará
sendo um assunto a ser resolvido pelos partidos políticos.
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| 16
- Como passarão a ser as eleições? |
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R
- Continuarão a ser como são hoje. Só o
Chefe de Estado não será eleito, mas sim definido
por regras de sucessão ao Trono estabelecidas na Constituição.
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| 17
- Os governadores de estado continuarão a ser eleitos pelo
povo, em eleições diretas? |
| R
- Sim. |
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| 18
- Os prefeitos continuarão a ser eleitos pelo povo? |
| R
- Sim. |
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| 19
- Vão continuar existindo o Senado e a Câmara? |
| R
- Sim. |
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| 20
- O Imperador (ou Rei) terá salário? |
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R
- Provavelmente terá um salário apenas simbólico
ou suficiente para manter os compromissos sociais de Chefe de
Estado.
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21
- Os príncipes terão salário?
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| R
- Não. |
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| 22
- A Monarquia favorece as oligarquias? |
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R
- Não. Lembremos que no Império do Brasil as oligarquias
não eram favorecidas. Isso só passou a existir
depois da proclamação da República.
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