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Cartilha
monárquica
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Tudo
o que você sempre quis saber sobre a Monarquia e ninguém
lhe contou. Esta cartilha monárquica, que fez muito
sucesso em 1993, por ocasião do plebiscito que manteve
o regime republicano no Brasil, foi elaborada por dois de
nossos companheiros já falecidos: Caio Domingues e
Helio Bloch. Ela sofreu algumas pequenas modificações
para atualizá-la aos nossos tempos.
Sugerimos sua ampla divulgação por todos os
monarquistas, da melhor forma que o puderem fazer, inclusive
pela internet ou mediante impressão gráfica
para livre distribuição. Para facilitar a tarefa
estamos disponibilizando um texto em formato Word, cujo download
pode ser feito aqui.
Cartilha
monárquica (download
em formato .doc)
Clique
aqui
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- Monarquia não é coisa do passado? |
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R
- As Monarquias, hoje, estão na liderança. A Monarquia
é a forma mais moderna, mais eficaz e mais barata de
governo. Monarquia quer dizer também democracia, liberdade
de expressão e de imprensa. Monarquias são, hoje,
os países mais liberais e mais adiantados do mundo, com
a melhor distribuição de renda e os padrões
de vida mais elevados. Os exemplos são Suécia,
Noruega, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, Bélgica, Espanha,
Canadá, Austrália e Japão. Juntas, essas
nações são responsáveis por uma
imensa fatia do chamado PIB mundial. Entre os 25 países
mais ricos e democráticos do mundo, 18 são Monarquias,
ou seja, constituem a esmagadora maioria. São países
que fornecem, ainda, exemplos de socialismo que funciona na
prática. Aí estão a Espanha e a Suécia
para comprovar.
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- E a Monarquia brasileira? |
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R
- O Brasil já foi do Primeiro Mundo. No Império,
o Brasil tinha uma moeda forte; possuía uma importante
indústria naval e uma das maiores redes ferroviárias
do mundo; instalou os primeiros sistemas de correios, telégrafos
e comunicações telefônicas das Américas,
e gozava de ampla liberdade de pensamento, expressão
e imprensa, tendo conquistado, por tudo isso, a admiração
e o respeito das demais nações. No tempo de D.
Pedro II, a auto-estima era elevada, como reconhecem historiadores
isentos. O povo tinha orgulho de ser brasileiro.
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- E a nossa República?
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R - O
passado e o presente condenam a República. O golpe
militar de 15 de novembro de 1889 nos empurrou goela abaixo
a República, passando por cima da vontade popular,
que apoiava a Monarquia. A queda da Monarquia teve muito a
ver com a abolição da escravatura. Como seu
pai, D. Pedro II, a Princesa Isabel jamais teve escravos e,
ao assinar a "Lei Áurea", deixou bem claras
as suas convicções: perdeu a coroa mas não
abriu mão de libertar os escravos; por outro lado,
sua condição de herdeira do trono, futura Imperatriz,
acirrou o preconceito machista dos generais que iriam derrubar
a Monarquia.
República
nasceu sem legitimidade e apoiada pelos senhores de escravos.
Deu no que deu. Foram 12 estados de sitio, 17 atos institucionais,
6 dissoluções do Congresso, 19 rebeliões
militares, 3 renúncias presidenciais, 3 presidentes
impedidos de tomar posse, 4 presidentes depostos, 7 constituições
diferentes, 2 longos períodos ditatoriais, 9 governos
autoritários e um sem-número de cassações,
banimentos, exílios, intervenções nos
sindicatos e universidades, censura à imprensa e outras
arbitrariedades. Nos últimos 65 anos até 1994,
o único presidente civil eleito diretamente pelo povo
que completou o seu mandato foi Juscelino Kubitschek; e outro,
Getúlio Vargas, foi levado ao suicídio. Fernando
Henrique Cardoso foi, nos últimos anos, o segundo presidente
a conseguir idêntica proeza na república.
Ruy Barbosa,
que viveu na Monarquia e foi um dos fundadores da República,
deu a mão à palmatória e, já em
1914, afirmava: "De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos
maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto. Esta foi a obra da República
nos últimos anos."
Imagine o que ele diria hoje!
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- Qual é a função do Imperador? |
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R
- Estado e Governo são coisas diferentes. Na Monarquia
ocorre a separação entre o Estado, que é
permanente, e o Governo, que é transitório. O
Imperador é o Chefe do Estado; o Primeiro Ministro é
o Chefe do Governo. O Imperador não governa: ele é
o "Quarto Poder" - um moderador e um árbitro
neutro, isento, colocado acima das lutas partidárias
e da influência dos grupos econômicos. O Imperador
não pensa na próxima eleição, mas
na próxima geração. E cuida de educar seu
filho para sucedê-lo no trono. O Imperador exerce o Poder
Moderador, que, na República, vem sendo indevidamente
desempenhado pelas torças armadas através de golpes
e insurreições.
O
Monarca (Imperador ou Rei) é o fiel da balança
e o fiscal do povo junto ao Governo. Sendo apartidário,
convive facilmente com um Primeiro Ministro socialista, como
ocorre na Espanha e na Suécia, ou com um Chefe de Governo
conservador, como na Inglaterra. Nós queremos um Imperador
para nos defender do Governo. Queremos um Parlamento forte e
responsável. Mas um Primeiro Ministro descartável.
Se ele deixar a desejar, se for ruim, não teremos de
agüentá-lo por quatro, cinco anos. Muda-se o Primeiro
Ministro, mas o povo continua no poder através do Imperador.
E para se mudar o Governo, não é preciso nenhum
golpe de Estado e, menos ainda, uma revolução.
Um jogo que acaba bem. A República Presidencialista é
como um jogo de futebol sem juiz. É o que acontece agora
no Brasil: ninguém se entende. A República Parlamentarista
é como um jogo de futebol onde o juiz pertence a um dos
times. Já sabemos o que acontece quando o juiz é
"ladrão". A Monarquia Parlamentar é
como um jogo de futebol onde o juiz é imparcial. Ele
garante o respeito às regras. O jogo acaba bem. Vence
o interesse do povo.
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- Quem será o Imperador? |
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R
- O trono do Brasil pertence ao povo. O trono do Brasil tem
dono: o povo brasileiro. É ele que, através do
Congresso Nacional, reconhece o Imperador. Assim aconteceu com
D. Pedro I e D. Pedro II de acordo com a Constituição
vigente em nossa Monarquia. Com a restauração
da Monarquia, seria reconhecido um dos Príncipes da Casa
de Bragança - descendente das Princesas Isabel e Leopoldina,
D. Pedro II e D. Pedro I - que, por história e tradição,
ocuparia o trono do Brasil como traço de união
entre todos os brasileiros.
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- O Parlamentarismo não pode funcionar com um Presidente? |
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R
- O Parlamentarismo só é viável com a Monarquia.
Se a Monarquia não desse tão certo, por que estaria
o Japão mantendo, há tantos séculos, essa
forma de governo? Por que teria a Espanha retornado à
Monarquia, e está se dando tão bem? Em nosso país
não há uma tradição de Parlamentarismo
Republicano. A curta experiência que tivemos foi logo
torpedeada e fracassou. Não adianta ser Parlamentarista
e manter a República. Só a Monarquia poderá
assegurar o Parlamentarismo responsável e sua continuidade
no Brasil. Quando necessário, o Imperador dissolverá
o Congresso, nos termos da futura Constituição,
convocando imediatamente novas eleições, ou seja,
deixando o povo falar.
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- A Restauração da Monarquia seria legítima?
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R
- A própria Monarquia é legítima. Na realidade,
o governo provisório da república recém
proclamada havia prometido à Nação, pelo
Decreto n° 1, um Plebiscito que determinaria a permanência
da República ou a Restauração do Império.
Reconhecia, assim, claramente a sua ilegitimidade, por não
ter sido consagrada pelo voto popular. A promessa, no entanto,
não foi cumprida na ocasião, sendo "desarquivada"
104 anos mais tarde, quando, após a extinção
da "cláusula pétrea", realizou-se o
Plebiscito de 1993, o qual, por falta de tempo hábil
para a divulgação esclarecedora sobre a Monarquia,
resultou no prolongamento da república presidencialista.
Nem mesmo o Parlamentarismo, um sistema de governo que cobra
responsabilidade do Congresso, conseguiu passar.
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- Qual será o papel do Congresso na Monarquia? |
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R
- Um Congresso melhor, com o voto distrital misto. Para que
o povo possa se manifestar, cobrando responsabilidade dos políticos,
é preciso adotar o voto distrital misto. É isto
que vai permitir ao eleitor votar conscientemente e fiscalizar
de fato seus representantes no Congresso. A metade dos parlamentares
passará a representar distritos, ou seja, regiões
do país. Eles podem ser eleitos até por bairros
ou grupos de bairros nas cidades. E terão de prestar
contas regularmente de seus atos aos eleitores de seus distritos.
O eleitor passa a ter um controle que nunca teve.
A
outra metade, a ser eleita pelo critério proporcional,
será proveniente de listas partidárias que obrigarão
os partidos a apresentar candidatos cuja autoridade moral e
competência elevem o nível das campanhas eleitorais,
melhorando o padrão de qualidade das Câmaras. A
proposta do voto distrital misto inclui ainda a restauração
da correta proporcionalidade da representação
popular na Câmara dos Deputados. Acaba de vez com o absurdo
de um eleitor de Roraima valer o voto de vinte paulistas, quinze
mineiros ou doze fluminenses. A representação
igualitária dos Estados no Senado continuará como
é atualmente. É claro que, com a reorganização
da lei eleitoral, decorrente do voto distrital misto, haverá
uma tendência natural de reagrupamento das forças
políticas em torno de partidos realmente representativos
da vontade popular.
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- Na Monarquia não existem mais mordomias que na República?
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R
- As Monarquias zelam pelo dinheiro público. Nas Monarquias
modernas não há cortes suntuosas. Os monarcas
não exibem nem usufruem luxos desnecessários e
não esbanjam os recursos públicos. Nos momentos
difíceis, os monarcas são os primeiros a dar o
exemplo: na crise do petróleo, houve monarcas europeus
que passaram a andar de bonde e ônibus! Alguém
já imaginou um Presidente fazendo isso no Brasil?
A
Família Dinástica (Real ou Imperial) vive da dotação
orçamentária a ela destinada pelo Poder Legislativo.
As Monarquias modernas custam muito menos que as Repúblicas.
Mesmo no passado, a nobreza brasileira era puramente nominal:
os títulos mais importantes eram concedidos por mérito,
não passavam de pai para filho e não geravam mordomias
pagas com o dinheiro do povo. Já os Presidentes, vêm
e vão, nomeiam a parentada e os cabos eleitorais (que
permanecem na folha de pagamento), deixam pesadas contas e projetos
faraônicos a serem pagos com o sacrifício da Nação.
Certamente você não esqueceu o desperdício
de recursos que foi a Transamazônica, aquela estrada que
liga nada a coisa nenhuma...
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- E os partidos de Oposição? |
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R
- O Imperador garante a Oposição. Na Monarquia
Parlamentar quem manda é o governo eleito - e não
o Imperador, que somente modera e arbitra para defender o povo
quando este manifesta insatisfação com o governo.
Não pertencendo a nenhum partido, o Imperador não
age como os Presidentes de República que perseguem ou
compram a Oposição para poder mandar sozinhos...
As Oposições podem ser muito mais eficazes tendo
garantida a liberdade de manifestação daqueles
que são contrários ao governo vigente. Para que
se corrijam as distorções e se reduzam as desigualdades
de uma sociedade como a nossa, é importante que as Oposições
"quebrem o pau" muito mais do que hoje.
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| 11
- Quanto custa urna campanha presidencial? |
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R
- Uma fortuna! E quem paga é você... A eleição
de um Presidente da República custa uma fábula
e nenhum candidato dispõe de muitos milhões de
dólares para financiá-la pessoalmente. Tem de
recorrer aos grandes grupos econômicos, e o resultado
é que o Presidente eleito sobe ao poder com mil e um
compromissos e "dividas eleitorais" que acabam conduzindo
à corrupção e são pagas com o dinheiro
do povo. No regime parlamentar monárquico, com o voto
distrital misto, o candidato aos cargos legislativos não
precisará recorrer ao poder econômico para se eleger,
pois sua campanha se limitará a uma área reduzida,
isto é, ao distrito pelo qual concorre.
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| 12
- E os lideres carismáticos? |
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R
- Na Monarquia, o carisma é um atributo da realeza. Na
Monarquia, o carisma se fixa na pessoa do Rei, uma vez que ele
simbolizará o caráter permanente e a continuidade
da Nação através de sua dinastia. É
esse atributo da realeza que dificulta a emergência de
lideres carismáticos, políticos messiânicos
que, como a História comprova, acabam sempre instaurando
tiranias e infelicitando o povo.
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| 13
- A idéia da Monarquia está viva no Brasil? |
R - Tudo
que é bom é "rei", é real.
No Brasil, o imaginário popular está impregnado
da imagem de realeza: o Rei Pelé, a Rainha das Atrizes,
o Rei da voz, o Príncipe das Peixadas, a Imperatriz
Leopoldinense, o Império Serrano e um sem-número
de designações que buscam transmitir qualidade
e liderança são provas desse fato. O próprio
adjetivo real associa veracidade e autenticidade. Um brasão
de armas ou uma coroa figuram em todo produto que busca apresentar-se
como fino e requintado.
Um pouco
de História: Uma das alegações republicanas
para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo
excessivo da Família Imperial. Compare e comprove:
embora o orçamento Geral do Império tivesse
crescido às vezes entre 1841 e 1889, a verba de manutenção
da Casa Imperial se manteve a mesma, ou seja, 800 contos de
réis anuais. Esse valor significaria 67 contos de réis
mensais: pouco mais da metade do ordenado de 120 contos por
mês atribuído ao primeiro Presidente republicano.
Mordomia e República, estas sim nasceram de mãos
dadas no Brasil.
D. Pedro
II, quando no exílio, se recusou a aceitar a quantia
de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas
republicanos, indagando com que autoridade dispunham de um
dinheiro que não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro.
Essa quantia era o equivalente a quatro toneladas e meia de
ouro. Ao recusar a mordomia, D. Pedro II deu ao País
mais um exemplo de desprendimento e probidade. Infelizmente,
esse exemplo não frutificou na República. Pelo
contrário. A participação popular na
proclamação da República foi praticamente
nula. Receando que o povo chamasse o Imperador de volta, a
República manteve os monarquistas na ilegalidade por
quase um século.
Somente
em 1988 foi derrubada a famigerada Cláusula Pétrea,
preceito constitucional que proibia discutir a República
e a Federação. No Império, entretanto,
o Partido Republicano funcionou sem restrições
e com inteira liberdade de organização e propaganda.
Chegou mesmo a ter representantes na Câmara dos Deputados:
uma bancada de apenas dois deputados no final do Império,
o que dava bem a medida de sua impopularidade. Implantada
a República, nada disso foi permitido aos monarquistas,
numa gritante diferença de tratamento. Quem, de fato,
acreditava em democracia e liberdade? Levar a sério
a proposta da Monarquia Parlamentar é considerar uma
opção real de mudança.
O
Brasil precisa de um Imperador !
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