

| Bandeiras
do Brasil Estas são as bandeiras do Brasil e de Portugal durante o Período Colonial e do Reino Unido, com textos explicativos sobre cada um desses símbolos. |
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| Bandeira da Ordem de Cristo | |
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"...1320,
da Ordem de Cristo primeira hasteada em solo brasileiro."
A bandeira já era usada desde 1320 nas expedições
ultramarinas portuguesas, sendo a Ordem uma das maiores financiadoras
dessas expedições. Vale lembrar que o Infante D. Henrique,
o Navegador era membro dessa ordem. A bandeira não era a portuguesa
na época, era mais algo que poderíamos chamar de "insígnias
navais" de Portugal. Eram hasteadas em todas as terras reclamadas
pela coroa portuguesa, África, Ásia e América,
reclamando também ao Cristianismo (através da Ordem
de Cristo). O uso da bandeira foi logo abandonado com o sistema de
Capitanias Hereditárias, pois em cada capitania usava-se o
brasão do próprio donatário. E com a instalação
do Governo Geral, passou-se a usar a bandeira portuguesa.
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| Bandeira Real sob D. Manuel I | |
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Essa
era a bandeira oficial do Reino de Portugal durante o reinado de D.
Manuel I (1495 a 1521), período durante o qual Portugal tomou
posse de terras na América, terras que viriam se tornar o Brasil.
Existem relatos de que haveria uma coroa real sobre o escudo português.
Mas essa descrição com a coroa sobre o escudo pode ser
também o estandarte pessoal de D. Manuel I, sendo a versão
sem a coroa o pavilhão do reino.
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| Bandeira Real sob D. João III | |
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A
bandeira foi alterada pelo sucessor de D. Manuel I e se manteve sem
grandes alterações (quando muito na forma da coroa)
até a União Ibérica (1580 a 1640). Sob esta bandeira
que se criou o Governo Geral em 1549 em Salvador.
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| Brasil holandês | |
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Entre
1624 e 1661 parte da colônia portuguesa no Brasil foi tomada
por holandeses. A União Ibérica cortou o acesso dos
Países Baixos ao açúcar proveniente do Brasil.
Os Países Baixos ocuparam então a maior região
produtora de açúcar na época, o litoral do nordeste
brasileiro. A região ficava sob administração
direta da Companhia das Índias Meridionais. A bandeira
consiste nas cores da República das Províncias Unidas
(Países Baixos), com um monograma em dourado no centro. A origem
do monograma é desconhecida, sendo atribuída às
iniciais da companhia, em holandês (GWC), em português
(CDIM) ou às iniciais do governador geral holandês João
Maurício de Nassau Catzelnbogen Vianden en Dietz. Por ser da
realeza européia, explicaria a coroa sobre o monograma. Mas
não há fontes que comprovem quaisquer das teorias. A
bandeira deixou de ser usada após a retomada portuguesa de
Recife em 1654, e extinta pelo Tratado de Hague em 1661.
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| União Ibérica | |
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Em
1616, sob governo do segundo rei espanhol Felipe III (D. Felipe II
em Portugal) criou-se uma bandeira para Portugal, pois as elites portuguesas
tentavam obter mais autonomia frente à coroa espanhola, especialmente
a respeito da administração colonial do Brasil. Manteve-se
esta bandeira em todos os territórios portugueses até
o fim da União Ibérica (1640).
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| Bandeira Real sob D. João IV | |
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Existem
diferentes fontes a respeito da nova bandeira portuguesa adotada após
a independência da Espanha. Outras fontes reproduzem a bandeira
muito parecida com as bandeiras usadas anteriormente à anexação
espanhola (como por exemplo, a bandeira sob o reinado de D. João
III); Mas a grande alteração (e todas as fontes estão
de acordo) é no escudo. Até antes da anexação,
o escudo português era em forma ogival (a parte inferior do
escudo terminava em uma ponta) e passou a ser arredondado, tal como
já no escudo criado em 1616 pelo rei espanhol para territórios
portugueses. A borda azul é mencionada raramente. Havia o estandarte
pessoal de D. João IV, cujo fundo era todo azul.
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| Bandeira extra-oficial durante a independência | |
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Durante
os anos que se seguiram antes da independência de portuguesa
da Espanha, e mesmo depois. Trata-se da bandeira da revolução
que culminou com a independência de Portugal e a Aclamação
de D. João IV. Após a independência passou a ser
uma bandeira muito popular, usada lado a lado com a bandeira oficial
do Reino, especialmente em datas festivas. Por algum tempo era até
mais comum ver essa bandeira hasteada do que a bandeira oficial criada
por D. João IV.
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| Principado do Brasil | |
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A
bandeira foi criada em 1645 por D. João IV como estandarte
do título que havia criado para seu filho Teodósio,
Príncipe do Brasil. O título passou a simbolizar o segundo
na linha de sucessão ao trono português, tal como o Príncipe
de Astúrias é do trono espanhol e o Príncipe
de Gales do trono inglês. A bandeira não representava
de forma alguma as possessões portuguesas na América.
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| Bandeira Real sob D. João V | |
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Com
D. João V se altera novamente o escudo português, que
passa ser na forma de uma "escudo francês",
ou seja, reto em baixo com um pequeno bico. A borda azul não
é mencionada. Alterou-se também a coroa. As coroas se
alteravam periodicamente de acordo com as mudanças que ocorriam
na heráldica (estudo dos brasões). Como sobre o escudo
de Portugal deveria vir uma coroa que representasse sua condição
de reino, adequava-se essa coroa toda vez que ela mudava de forma,
para não ser confundida com outras coroas (como a coroa ducal).
O escudo como está se manteve até 1816, quando voltou
a ser arredondado. E em 1830 até 1910 o escudo voltou a ser
"francês", mantendo-se arredondado até
os dias de hoje.
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| Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves | |
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A
bandeira foi criada para a nova forma do Estado português, agora
chamado de Reino Unido, elevando o Brasil a categoria de reino em
1816. A criação do Reino Unido foi uma forma legal de
escapar das pressões diplomáticas da Restauração
no Congresso de Viena. O congresso proibia explicitamente que uma
nação européia tivesse sua capital fora dos territórios
europeus. Na época a capital portuguesa residia no Rio de Janeiro,
desde 1808 e não fazia planos para voltar a Lisboa. Para sair
do impasse diplomático, cria-se então um Reino composto
de dois outros reinos. O Reino de Portugal voltava a ter sua capital
em Lisboa e estava ligado por união pessoal a um outro Reino
não-europeu, com a capital no Rio de Janeiro. Como não
havia menção nos tratados do congresso a respeito, o
Rio de Janeiro continuou a sediar a côrte portuguesa. A bandeira
passou a ser para o Brasil e Portugal algo como a Union Jack
da Grã- Bretanha. O seu uso foi abandonado em agosto de 1821.
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| Reino de Portugal Brasil e Algarves | |
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"D.
João, pela Graça de Deus, Rei de Portugal, Brasil, Algarves
e da África ultramarina, senhor da Guiné, e da conquista,
do comércio e navegação da Etiópia, Arábia,
Pérsia e Índia etc. (
).
Que o Reino do Brasil tenha uma igual insígnia, uma esfera armilar dourada sobre fundo azul ( ) Todas as insígnias sejam usadas em ( ) bandeiras." É uma bandeira pouco mencionada, pois no Brasil usava-se mais a bandeira do Reino Unido, visto que a capital do Reino Unido era no Brasil. Logo após a volta da família real portuguesa a Lisboa as relações entre Brasil e Portugal se deterioraram, levando à independência do Brasil. A bandeira foi utilizada entre 1816 e 1822, porém muito raramente. |
| Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves | |
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Bandeira
usada sob o regime constitucional instaurado em Portugal pela Revolta
do Pôrto, em agosto de 1821. As cores se referem ao suposto
brasão de D. Afonso Henriques I (1º rei de Portugal).
A bandeira entrou em vigência em 21 de outubro de 1821, sendo
alterada em 18 de outubro de 1830 pela Junta Governativa da Ilha Terceira
(governo de exílio de D. Pedro IV, D. Pedro I no Brasil). A
alteração foi mínima, o escudo de armas português
deixou de ter o fundo arredondado para ter um fundo quadrado (escudo
"francês"). Essa foi a última bandeira
portuguesa a ser usada no país, pois um ano depois o Brasil
se separaria de Portugal definitivamente.
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| Reino do Brasil | |
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Decreto de 18 de
setembro de 1822:
"Hei por bem, e com parecer do meu Conselho de Estado, Determinar o seguinte: Será de ora em diante o Escudo das Armas deste Reino do Brasil, em campo verde, uma Esfera Armilar de ouro atravessada por uma Cruz da Ordem de Cristo, sendo circulada a mesma Esfera de dezenove Estrelas de prata em uma orla azul: a firmada a Coroa Real diamantina sobre o Escudo, cujos lados serão abraçados por dois ramos das plantas de Café e Tabaco, e ligados na parte inferior pelo laço da Nação. A Bandeira Nacional será composta de um paralelogramo verde, e nele inscrito um quadrilátero romboidal cor de ouro, ficando no centro deste o Escudo das Armas do Brasil.( )" A bandeira foi usada por pouquíssimo tempo, entre 18 de setembro até 1º de dezembro de 1822. O projeto da bandeira foi do então Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, juntamente com Jean Baptiste Debret, desenhista e pintor de grande renome no Brasil entre 1816 e 1830. |
| Império do Brasil | |
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A
bandeira entrou em vigor em 1º de dezembro de 1822 junto com
a coroação de D. Pedro I. Manteve-se praticamente toda
a antiga bandeira criada no dec. de 18 de setembro, mas a coroa sobre
o escudo foi substituída por uma coroa imperial, ao invés
da coroa do reino que também adornava o escudo de armas na
bandeira portuguesa. A alteração se deu exatamente com
a coroação de D. Pedro I em 1º de dezembro de 1822.
A bandeira se manteve praticamente inalterada até o golpe militar
de 15 de novembro de 1889 que acabaria por extinguir a monarquia no
Brasil. Houve uma pequena alteração feita pelo imperador
D. Pedro II, que adicionou uma estrela (de 19 foi para 20) refletindo
a perda da província da Cisplatina (Uruguai) e a criação
das províncias do Paraná (1853) e do Amazonas (inicialmente
Rio Negro, em 1850) sem nenhum ato oficial.
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| Bandeira provisória da República do Brasil | |
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A
bandeira foi utilizada por curtos quatro dias. Existe muita controvérsia
a respeito de qual foi sua origem, mas versões parecidas já
haviam sido sugeridas pelo comitê central do Partido Republicano
(por Quintino Bocaiúva) e pelo Centro Republicano no Rio de
Janeiro (por Lopes Trovão) e bandeiras semelhantes eram usadas
em manifestações a favor da causa republicana. Seu uso
foi rejeitado pelo Marechal Deodoro, que era da opinião que
deveria se manter a velha bandeira retirando-lhe a coroa e substituindo-a
pelo Cruzeiro do Sul.
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| Bandeira da República do Brasil | |
1889
- 1960
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A
bandeira foi adotada em 19 de novembro de 1889 pelo governo provisório
da República dos Estados Unidos do Brasil. Manteve-se, como
quis o presidente interino, o Marechal Deodoro, que se mantivessem
as formas da velha bandeira, substituindo o escudo pelo disco celeste
com a composição das estrelas tais como elas estavam
no céu às 8 horas e 30 minutos no dia 15 de novembro
de 1889 da cidade do Rio de Janeiro. Sobre o disco colocou-se um faixa
branca com o lema "Ordem e Progresso", retirada do lema
positivista "Ordem, progresso e amor". A bandeira sofreu
poucas alterações. Ganhou uma estrela a mais em 1960
(pela criação dos Estado da Guanabara, por ocasião
da transferência da capital para Brasília); ganhou outra
estrela em 1968 (elevação do Território do Acre
em Estado - foto não exposta aqui) e em 1992 ganhou quatro
estrelas, adequando-se a nova configuração de Estados
no Brasil (encampamento do Estado da Guanabara pelo Rio de Janeiro,
criação dos Estados do Mato Grosso do Sul, Tocantins,
Rondônia, Amapá e Roraima). A bandeira atual conta com
27 estrelas (26 Estados mais o Distrito Federal).
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![]() 1992
até hoje
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